Vamos eleger em três anos o Cuiabá como nosso adversário, diz investidor do Mixto
Conforme explicou o investidor, o Mixto não se tornará clube-empresa, o que poderá ocorrer futuramente
Vamos eleger em três anos o Cuiabá como nosso adversário. A afirmação é do novo investidor do Mixto Futebol Clube, o empresário João Dorileo Leal, proprietário do Grupo Gazeta de Comunicação, que assinou nesta quarta (23) o contrato de cessão aprovado recentemente em assembleia do conselho. O ex-senador, radialista e jornalista, Antero Paes de Barros, também firmou negócio para comandar as ações do clube alvinegro.
Douglas Santos
O presidente do clube, Vinícius Falcão, e o presidente do Conselho Deliberativo, Joelson Fernandes apresentaram os novos investidores do futebol do Mixto nesta quarta (23), na sede do Grupo Gazeta de Comunicação. Na oportunidade, os novos comandantes do clube assinaram o contrato de cessão com o time e apresentaram o planejamento da diretoria a longo prazo.
"Quero agradecer ao Dorileo pela confiança, nós sabemos que o passado como também o presente do Mixto não é tão bom, estamos tentando resgatar a credibilidade do clube, que é muito valorizada no estado. Hoje nós estamos aqui trazendo esses parceiros nesse dia histórico para o Mixto. Hoje é um dia histórico para o Mixto. É uma meta ousada, mas eu creio que vai dar certo, porque o Mixto tem hoje um início de estrutura, que é o CT Ranulpho Paes de Barros, e tem o potencial de mídia.", comemorou o dirigente do Mixto.
O novo comandante do Mixto não escondeu a felicidade de poder ter a chance de mudar a imagem do Mixto no cenário atual. Dorileo afirmou que esta quarta-feira será uma data histórica para o clube, que segundo ele, está renascendo para a elite do futebol estadual. Motivado com os investimentos, o empresário disse que espera em três anos ter o Cuiabá Esporte Clube como o seu principal rival da baixada cuiabana.
“Hoje é uma data histórica para o Mixto, o time está renascendo para a elite do futebol de Mato Grosso”
Dorileo Leal"Hoje é uma data histórica para o Mixto, o time está renascendo para a elite do futebol de Mato Grosso. O Mixto não poderia continuar na situação que está agora, e não é culpa do Joelson, Mário ou do Vinícius. Ao longo dos anos foram destruindo o Mixto. Nós fizemos uma parceria, mas o clube continua sendo presidido por Vinicius Falcão, tendo o Joelson como presidente do Conselho. O patrimônio do Mixto é o futebol, então nós assumimos o clube integralmente com todas as despesas, responsabilidades, e de todo resultado financeiro, tanto de patrocinadores, como premiações ou de promoções. Vamos eleger em três anos o Cuiabá como nosso adversário", disse Dorileo.
Segundo o empresário, o momento com o Mixto é apenas para retribuir o que o tempo lhe proporcionou na sua carreira profissional. Dorileo afirma que se sente em condições de ajudar o clube a se reerguer no cenário estadual, pois acredita que o alvinegro é uma grande equipe, mas está adormecida nos dias atuais.
"Minhas origens estão no esporte, eu nasci no rádio esporte de Mato Grosso, trabalhei em todas as emissoras de rádios, eu acho que tenho uma dívida por tudo que conquistei e tudo que Cuiabá me deu. Hoje me sinto em condições de poder retribuir um pouco fazendo com que o futebol retorne aos seus melhores dias. Vejo o Mixto extremamente como um produto valioso e muito importante enquanto negócio. O Mixto é um gigante adormecido em Cuiabá".
Douglas Santos
Metas
O foco principal do Mixto na temporada é justamente voltar a disputar a Série A do estadual. Depois, em seis anos, Dorileo quer ver o Mixto jogando a Séric C do Campeonato Brasileiro. Ao todo, foram 10 anos de contrato assinado com o clube com várias metas pré-estabelecidas à longo e médio prazo.
"Nosso maior objetivo é subir o Mixto da Série B para a Série A do estadual, e a partir daí ter mais tempo para fazer um planejamento de uma caminhada mais séria para a Série D, C e aí em diante. Nosso compromisso assinado com o Mixto Futebol Clube tem um prazo de 10 anos, ele fixa metas de 6 anos para tentar chegar na Série C do futebol brasileiro. É natural que a pressa seja nossa, quando mais nós atingirmos nossos objetivos e anteciparmos esse percurso será muito mais importante para que a gente tenha mais resposta de patrocinadores e de outros que queiram investir nessa nova retomada do clube", explicou.
O Mixto teve suas últimas gestões marcadas por dificuldades, isso porque o clube estava sobrecarregado de dívidas nos últimos anos, o que contribuiu para o rebaixamento da equipe para a segunda divisão. O time tem conseguido diminuir os problemas financeiros, quando ainda sonha retornar ao topo do futebol mato-grossense e comemorar os momentos de glórias. Dorileo pediu compreensão aos mixtenses para que o clube em breve possa voltar a dar orgulho novamente aos torcedores.
“Estamos partindo do zero, o Mixto não tem hoje uniforme para treinar, Mixto precisa de tudo”
Dorileo Leal"Estamos partindo do zero, o Mixto não tem hoje uniforme para treinar, Mixto precisa de tudo, de esparadrapo a camisa de treino e de jogo. Tudo isso deverá ser montado e remontado, e nós vamos tentar fazer isso da melhor forma possível. A torcida terá que ter compreensão com essas dificuldades.
Antero", destacou.
Melhor marca de MT
Na visão de Antero, o Mixto é a melhor marca de Mato Grosso, quando também lembrou da importância de voltar a dar mais credibilidade ao nome do clube. Segundo o radialista, a intenção do novo projeto estabelecido por ambas partes é resgatar o Mixto da década de 60.
"Há muito anos converso com o Dorileo sobre essa possibilidade, quando disse a ele que o Mixto precisava da gente. O Mixto é a melhor marca de Mato Grosso, e nós precisamos da credibilidade que envolve o seu nome. As nossas intenções são as melhores possíveis, claro que o projeto tem coisas imediatas e de a médio longo prazo, como por exemplo organizar uma base forte para o Mixto do futuro essa igual o de 1965", disse o ex-senador.
Clube-empresa?
Ainda não! Conforme explicou o investidor, o Mixto não se tornará clube-empresa. O que vai ocorrer é uma cessão do futebol a uma empresa, quando o time continuará sendo uma associação com presidente e Conselho. Mas, futuramente, o clube poderá virar Sociedade Anônima de Futebol (SAF).
"A parceria que estamos firmando com o Mixto não é nos moldes que acontece no Cruzeiro, no Vasco, no Botafogo entre outros times brasileiros, o chamado clube-empresa. Aqui nós vamos ter o apenas o nome do Mixto para reconstruir essa história do Mixto no futebol de Mato Grosso", explicou Dorileo.
A SAF permite ao clube efetuar o pagamento das obrigações aos seus credores por meio da recuperação judicial ou extrajudicial, nos termos da Lei nº 11.101/05. Em outra medida, será possível optar pela execução dos bens para pagar credores segundo regime centralizado de execuções. Outra via adequada será a negociação coletiva, em que poderá ser definido plano de pagamento de forma diversa.
A medida prevê ainda que a Sociedade Anônima do Futebol sucederá o clube nas relações com as entidades de administração, bem como nas relações contratuais, bem como ainda participará de torneios ou campeonatos profissionais em que o sucedido encontrava-se inscrito ou habilitado.