Abilio cita livro de R$ 800 e manda investigar irregularidades e possível sobrepreço na Educação - veja vídeo
Prefeito afirma que compras feitas entre 2025 e início de 2026 podem ultrapassar R$ 70 milhões, suspende pagamentos e abre investigação
Alair RIbeiro
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou ter encontrado indícios de irregularidades, entre 2025 e 2026, envolvendo o período em que a pasta estava sob a gestão do ex-secretário de Educação Amauri Monge, que deixou o cargo em março. O liberal que não pode apontar nenhum nome como eventual responsável, porque a apuração está em curso, mas ressaltou que nada do que foi identificado ocorreu sob a gestão de Reginaldo dos Santos, que atualmente acumula as secretarias de Educação e Infraestrutura.
“A gente vê que a justificativa técnica e o material entregue são contraditórios, não batem. A gente vê também valores absurdos, de R$ 800 em um livro que iriam pagar. Nós não aceitamos isso”, disparou o prefeito, em entrevista à imprensa.
Abilio afirmou que a suposta irregularidade é gravíssima, caso seja comprovada. Segundo ele, as suspeitas recaem sobre a suposta aquisição excessiva e desnecessária de materiais e livros em um montante que pode ultrapassar R$ 70 milhões. “É um absurdo o que aconteceu lá [na Educação], um absurdo. Em 2025 e 2026, nós estamos investigando o que houve. Se houve orientação da diretoria de ensino, se houve orientação de alguém, não se pode fazer uma aquisição nesse montante de forma equivocada e desnecessária”, afirmou Abilio, ressaltando que o orçamento da pasta foi comprometido - veja vídeo
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— RDNews (@_rdnews) May 27, 2026
O prefeito adiantou que determinou a abertura de investigação interna na Controladoria e que documentos serão encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal, Polícia Civil e Ministério Público para adoção das medidas cabíveis.
“Para apurar se houve irregularidade de fato e, caso tenha ocorrido, como reparar o dano. O pagamento desse material está suspenso e não será feito até que toda a apuração seja concluída”, disse Abilio, afirmando que, do total, R$ 20 milhões já foram pagos.