Cuiabá, 21/09/2026

Após anúncio, Abilio aguarda aval de Lula e SUS para Cuiabá fornecer canetas emagrecedoras

Segundo o prefeito, Cuiabá tem recursos para arcar com o custeio das canetas para pacientes da Capital

Emanoele Daiane

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), aguarda aval do presidente Lula (PT) e do Ministério da Saúde para que a Capital possa fornecer canetas emagrecedoras gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante prescrição médica. A declaração liberal ocorreu após promessa do petista de que pretende destravar o tema de forma responsável.

Em entrevista à imprensa, Abilio, que é crítico de Lula, evitou comentar se a postura do presidente teria caráter eleitoreiro, mas afirmou que, caso não seja possível viabilizar a entrega das canetas pelo SUS, o Ministério da Saúde deveria ao menos formular um protocolo clínico que permita aos estados e municípios fornecer os medicamentos.

Segundo o prefeito, Cuiabá tem recursos para arcar com o custeio das canetas para pacientes da Capital. “Se ele colocar a caneta também, melhor ainda, bom para caramba”, afirmou.

“Se ele não conseguir liberar a caneta, libera pelo menos o protocolo, que nós temos o recurso aqui pra fazer o projeto. Nós não temos o protocolo do SUS e, sem o protocolo do SUS, a gente não consegue implementar. Tanto é que essa conversa de que o Governo Federal vai implementar já tem tempo, o governo do Estado está tentando implementar faz tempo. A gente tem o dinheiro pra comprar as canetas, a gente tem a condição de fazer, infelizmente, por ausência do protocolo do SUS, a gente não consegue implementar”, afirmou o prefeito.

As canetas deverão ser utilizadas exclusivamente no tratamento de pacientes com obesidade, e não como “milagre estético” gratuito, conforme já alertou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, ressaltou o ministro da Saúde.