CPI pede cassação do prefeito de Cuiabá por obstrução de Justiça e falta de decoro
Contrariando o relator, vereador Toninho de Souza (PSDB), que pediu o arquivamento do processo contra o prefeito de Cuiabá, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara pediu a abertura do processo político e administrativo pela cassação do mandato de Emanuel Pinheiro (MDB),
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Sessão virtual da CPI deliberou pelo pedido de afastamento e cassação do prefeito
A sessão ocorreu nesta sexta (10) e o vereador Sargento Joelson (SD) apresentou voto divergente do relator pedindo o afastamento de Emanuel por 180 dias para investigações. O texto aprovado pela CPI segue para o Plenário da Câmara.
O presidente da CPI, Macelo Bussiki (DEM), também vê que “o prefeito cometeu os crimes de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito, causou prejuízo ao erário e violou princípios da administração pública”.
Foi levado em consideração o depoimento do ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa (sem partido), Silvio Corrêa, que depôs aos parlamentares por duas vezes. Ele afirmou e reafirmou o pagamento de propina ao prefeito da Capital, quando este exercia o mandato de deputado estadual. Ainda disse acreditar que Emanuel tenha agido junto ao ex-secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) Alan Zanatta para obstruir a Justiça.
O prefeito aparece em gravação recebendo maços de dinheiro das mãos de Silvio e guardando no paletó. Nesse sentido, Zanatta, já havia desmentido a versão de Silvio Correa, mas não chegou a ser feita acareação entre os dois.
Em setembro de 2017 foi encontrado pela Polícia Federal, durante a Operação Melbolge, áudio de uma conversa entre Zanatta e Sílvio. O arquivo também foi usado pela defesa de Emanuel para tentar anular a delação de Silval junto ao Ministério Público Federal (MPF). No diálogo gravado, Zanatta faz perguntas a Silvio sobre a gravação em que Emanuel aparece recebendo maços de dinheiro.
O relator da CPI, vereador Toninho de Souza, como foi adiantado pelo #rdnews na quinta (9), considerou que “o caso deve ser investigado pela Justiça e que os atos praticados, se considerados ilícitos, não correspondem ao período em que Emanuel está à frente da Prefeitura de Cuiabá e não podem ser considerados”.
O relatório aprovado pela CPI do Paletó será encaminhado para a o plenário da Câmara que vai avaliar se abre processo, afastando o prefeito imediatamente, ou se decide pelo arquivamento.