Fethab II vai fazer falta, mas agro precisa de ajuda, prega Pivetta
Governador fez promessa ao setor de congelamento de valores do Fethab II e fim da cobrança adicional
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) reconheceu que o congelamento de valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) II neste ano e o fim da cobrança a partir de 2027 vai fazer falta nos cofres de Mato Grosso, mas alegou que precisa socorrer a agropecuária do estado. A promessa, que foi feita ao setor, ainda precisa do aval da Assembleia Legislativa (ALMT).
Mayke Toscano/Secom-MT
Durante entrevista nesta terça-feira (14), Pivetta foi questionado sobre quais critérios teriam sido fundamentais para a tomada de decisão e se não afetaria a capacidade de investimento de Mato Grosso com o fim da alíquota adicional. Somente em 2025, foram cerca de quase R$ 4 bilhões em arrecadação nas duas modalidades. Em resposta, citou que o setor tem passado por uma crise e que não seria justo o Governo fechar os olhos e manter a cobrança.
"Vai fazer falta, é óbvio que faz. O Fethab é um fundo exclusivo para infraestrutura e moradia. Ele foi criado para isso, a finalidade dele é essa. E nós vamos fazer os investimentos de acordo com a capacidade de arrecadação. Nós reconhecemos que o setor está passando por uma crise, talvez sem precedentes. Uma crise muito grave mesmo. Então, é natural que a gente alivie a carga sobre o setor que vem contribuindo ao longo dos últimos 25 anos na construção da infraestrutura de Mato Grosso", disse ele.
Pivetta ainda não apresentou o detalhamento do real impacto e nem qual seria a fonte de compensação para a proposta diante da renúncia de receita, e deve ser cobrado pela Assembleia Legislativa, conforme antecipou o deputado estadual Wilson Santos (PSD). Mesmo assim, Pivetta reforçou que esse é seu compromisso imediato firmado com o setor, com o congelamento a médio prazo e o fim da cobrança adicional.
"O nosso compromisso é não reeditar no final do ano, mas vai funcionar, vai até o final do ano, vai arrecadar. Até porque muita gente já pagou, outros vão pagar e tem que ter a isonomia. Então, nós não vamos reeditar, esse é o compromisso. Também nós vamos rever alguns investimentos para equacionar a questão financeira, caixa. O setor também vai entender e solicitou esse alívio, nesse momento. Talvez até o final do ano mude o cenário e a gente mude de opinião também", projetou.
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