Cuiabá, 25/09/2026

Governador garante que não fez nada de errado e não teme CPI dos Fundos da AL

O governador Pedro Taques (PSDB) recebe com tranquilidade a instalação da CPI dos Fundos pela Assembleia. O chefe do Executivo pontua que cabe ao Legislativo fazer o papel de fiscalizar. “Quem não fez nada de errado, não teme nada. Agora, os que fizeram esses temem”, disse o tucano em coletiva após reunião, nesta quarta (17), com representantes da China, que doaram drone à secretaria de Agricultura Familiar (Seaf).

Christiano Antonucci

Pedro Taques ao receber empresários chineses da Zhuhai Yuren Agricultura, que doaram drone à Agricultura Familiar

A CPI foi instalada com 15 assinaturas, ontem (17) à tarde, durante sessão extraordinária. O objetivo é investigar possível desvio de recursos dos mais de 30 fundos que o Estado possui, dentre eles, o Fethab e o Fundeb, este denunciado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

Questionado sobre a suspeita de que o Estado fez apropriação em débito do recurso do Fundeb, Taques afirma que na democracia qualquer pessoa fala o que quer. “Eu posso falar tanta coisa. Pode falar a vontade, o fato de falar não significa nada, até papagaio fala”, dispara.

Para ressaltar a tranquilidade em relação à Comissão, Taques afirma que liberou o líder do Governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco (DEM) e a base para assinarem a CPI. “Absolutamente tranquilo. É função do Legislativo (fiscalizar)”, explica.

A composição da Comissão não está definida. O presidente da Assembleia Eduardo Botelho deve anunciar o presidente e o relator ainda nesta semana. Serão escolhidos dentre uma lista de nomes entregues pelos líderes da oposição e situação, respectivamente, Janaina Riva e Dilmar.

“Eu posso falar tanta coisa. Pode falar a vontade, o fato de falar não significa nada, até papagaio fala”

Fundeb

Desde o começo do mês, a AMM divulgou dados que apontam um descompasso entre a arrecadação do ICMS e o repasse da cota-parte do Fundeb aos municípios em 2017. Um dos indícios da retenção dos recursos é a diferença dos valores das transferências do fundo em 2016 e 2017, utilizando o mês de dezembro como parâmetro. Os prefeitos alegam que em alguns meses – principalmente após agosto – os repasses do Fundeb foram menores do que o previsto, sendo compensados em dezembro.