Cuiabá, 12/10/2026

Mauro aceita desafio, mas quer volta de Eduardo ao Brasil para lutar pela anistia

Dupla passou a trocar farpas após Mauro defender o governador de SP, Tarcísio de Freitas, que foi alvo de críticas do parlamentar

O governador Mauro Mendes (União Brasil) aceitou o desafio do deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de lutar ferrenhamente pela anistia aos bolsonaristas presos e condenados no Congresso Nacional, desde que o parlamentar retorne ao Brasil e também encare o projeto de maneira séria. A dupla passou a trocar farpas na semana passada, quando Mauro defendeu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) - que havia sido alvo do deputado federal.

Mauro alegou que as críticas feitas contra Tarcísio, de que seria um "candidato do sistema" para as eleições presidenciais de 2026, estavam desconexas da realidade. Em resposta ao governador mato-grossense, o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) subiu o tom, apontando "covardia" e afirmando que Mauro precisa deixar o discurso de lado e encampar de vez a luta pela anistia.

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Assim, nesta segunda-feira (10), em entrevista à Jovem Pan, Mauro tentou colocar panos quentes no embate, mas sem deixar de alfinetar o filho de Bolsonaro, que está "exilado" nos Estados Unidos desde março deste ano, sob a justificativa de que estaria sendo perseguido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Para o governador, defender a anistia não é um problema. Ele topou realizar uma cruzada no Congresso, desde que Eduardo volte ao Brasil e faça o mesmo, ao invés de seguir em solo americano.

"Se você quer vir defender a anistia e quer a minha ajuda, eu ajudo. Vamos nós dois. Venha para o Brasil, vamos andar 10 dias lá no Congresso Nacional pedindo voto pela anistia ou para resolver esse problema dele e de todos aqueles que foram injustamente condenados ali. Não por terem feito aquele crime de vandalismo ou pela invasão. Está errado, sempre condenei isso, mas não merece 17 anos de prisão como alguns sofreram ali. Então, estou disposto a aceitar o desafio. Vem para o Brasil. Nós vamos andar de gabinete em gabinete do Senado, essa ideia que é sua, é minha, e de muitos. Agora, aí dos Estados Unidos, não dá", pontuou.

Dos Estados Unidos, Eduardo têm criticado aliados que tentem "herdar" o capital político de seu pai, que está declarado inelegível e que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, no inquérito da trama golpista que visava impedir a posse do presidente Lula (PT). Ele também é apontado como o responsável por articular junto ao governo americano a imposição de 50% de taxa sobre a produção brasileira, em junho deste ano, como instrumento para pressionar pela anistia - medida que ajudou na popularidade de Lula.