Cuiabá, 29/09/2026

Mesmo sem estar em uso, vagões do VLT apresentam danos - veja fotos

Secom

  Vagões do VLT já estão estragados devido ao armazenamento inadequado

Não foram somente as questões relacionadas às falhas na elaboração dos projetos, execução dos contratos e cumprimento de cronogramas que chamaram a atenção da Planservi Sondotécnica VLT Cuiabá, que emitiu 24 relatórios ao Governo do Estado. O acondicionamento dos vagões estacionados no Pátio de Manutenção de Manutenção e Oficina (PMO), linhas 1 e 2, também foram alvo de pontuações.

Foram identificadas falhas nas interligações de alguns vagões, que são feitas de um material sanfonado, deixando-os expostos a sol e chuva e outras intempéries. Há carros que nem apresentam elementos de fixação em razão do aguardo de peças para garantir o término da montagem.

O vagão 3274 continua apresentando problemas em uma das portas deslizantes de acesso ao carro, mesmo após cinco meses desde a primeira notificação. Já no vagão 3277, foi reforçada a inexistência de parafusos em razão de manoplas que perderam o rosqueamento. Além disso, os relatórios anexam fotos de sujeira no interior dos vagões assim como lonas, que deveriam auxiliar na conservação dos carros, rasgadas.

A primeira composição do VLT, compreendida por sete vagões, chegou a Cuiabá em novembro de 2013, direto da Espanha, com direito a desfile pelas principais avenidas da Capital. Cada um pode transportar até 400 passageiros. Os 40 vagões previstos para obra do VLT custaram aos cofres públicos R$ 497,9 milhões, montante alvo de auditoria pela CGU após determinação do governador Pedro Taques (PDT).

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