Cuiabá, 07/10/2026

Pivetta anuncia subsídio ao diesel e congelamento do Fethab; impacto de meio bilhão - veja vídeo

Segundo Pivetta, com medidas, Estado está abrindo mão de cerca de meio bilhão em impostos

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), acaba de entregar ao presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), um projeto de lei que prevê a implementação de subsídio ao óleo diesel para tentar conter a alta do combustível e o congelamento do Fethab até o final do ano. "Nós estamos falando de uma redução de imposto de mais ou menos meio bilhão de reais este ano". O texto deve ser votado em regime de urgência pelo Parlamento. "Já vamos colocar na pauta para amanhã (29)", garante Max.

Em relação ao subsídio ao óleo diesel, o Estado está aderindo ao programa de subvenção para conter a alta do diesel em meio à guerra no Oriente Médio. O programa prevê a concessão de um subsídio de R$ 1,20 por litro para importadores do combustível. Inicialmente, o Palácio Paiaguás, sob Mauro Mendes (UB), era contrário ao auxílio. Depois, o Executivo sinalizou adesão, que acontece agora já sob a gestão de Pivetta, que assumiu após a renúncia de Mauro em 31 de março.

"O estado aderiu a essa proposta, como todos os outros estados brasileiros, abrindo mão de receitas para diminuir o preço do óleo diesel e, dessa maneira, impactar menos o transporte. Isso se reflete no preço de alimentos, em todo tipo de transporte — o nosso transporte é óleo diesel — e também no custo da formação das lavouras, cujo combustível usado é o óleo diesel".

Já o congelamento do Fethab, imposto estadual, também é um socorro aos produtores rurais, que têm reclamado dos impactos negativos da guerra e apontam dificuldades para manter os patamares da safra mato-grossense. Governador havia prometido a medida em 10 de abril durante reunião com o setor. Questionando sobre como se dará a compensação, tendo em vista que o Estado abrirá mão da arrecadação de impostos, Pivetta diz que serão cortados alguns investimentos. "Nós vamos diminuir alguns quilômetros de pavimentação, nós vamos diminuir os investimentos nas áreas que não são vitais, que não é prioritário. A saúde nós não vamos diminuir, na educação nós não vamos diminuir, na segurança nós não vamos diminuir. Certamente, vai ser cortado investimentos que podem ser deixados para o ano que vem", diz, ressaltando que tema é debatido pela equipe financeira do Estado.