Pivetta defende integração entre CBM e Samu após críticas por demissões - veja vídeo
Governador afirma que cooperação vai ampliar eficiência, enquanto sindicato aponta redução no atendimento e cobra mais investimentos
Alair Ribeiro
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), defende que a cooperação entre Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), vai aumentar a eficiência no suporte das ocorrências na Baixada Cuiabana, embora a decisão tenha sido bastante questionada pela Assembleia e pelo Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma), devido à demissão de 56 profissionais.
Pivetta argumenta que o número de unidades do CBM será ampliado em bairros com grande densidade populacional para atendimentos de urgência e emergência. “O Samu é muito forte, é respeitável, mas só tem aqui em Cuiabá. Já o Corpo de Bombeiros, além de ter gente qualificadíssima para fazer resgate e dar atenção a essas emergências, está presente em muito mais lugares”, disse.
Segundo o chefe do Paiaguás, estão são planejadas mais unidades justamente para não falhar nessas operações e garantir mais rapidez, mais celeridade e mais dinamismo. "Vai ser feito um termo de cooperação, uma união. Nós somos Estado: Samu, Corpo de Bombeiros, é tudo Estado. Se somos remunerados pela população, temos que nos unir para prestar um melhor serviço. É isso que estamos fazendo”, emendou.
Segundo o presidente do Sisma, Carlos Mesquita de Magalhães, a redução no funcionamento das ambulâncias do Samu já tem causado prejuízos à população cuiabana. Das 12 unidades móveis distribuídas entre Cuiabá e Várzea Grande, apenas sete estão em operação, o que, segundo ele, demonstra a necessidade de mais investimentos, e não de cortes. “Não estamos querendo nenhum privilégio, estamos querendo trabalhar e fazer o nosso serviço”, frisou, nesta semana, ao pedir apoio dos deputados estaduais de Mato Grosso.