Taques diz que rombo na previdência não é de seu governo e aprova CPI
Gilberto Leite/Rdnews
Governador Pedro Taques durante visita do ministro de Minas e Energia a Cuiabá
O governador Pedro Taques (PSDB) disse que o rombo na previdência de R$ 800 milhões que será investigado pela CPI do MT Prev, a ser criada pela Assembleia, não é do seu governo, mas de gestões passadas e que é função da Assembleia apurar. Dessa forma, o governador "mudou" o discurso em relação à comissão e agora diz aprovar a criação de iniciativa da deputada de oposição Janaína Riva (PMDB).
“Tem que ter CPI sim. É função da Assembleia, do Poder Legislativo. Tem que investigar, sim. Isso não é do nosso governo, é do governo passado”, disse durante inauguração da Escola Estadual Filogônio Correa, na Guia, nesta quinta (16).
Em outro momento, Taques evitou falar abertamente no assunto, mas alfinetou Janaína ao sugerir criação de CPI para investigar o desvio de R$ 500 milhões da Assembleia nos últimos 20 anos.
A “indireta” foi ao pai de Janaína, José Riva, que atuou no Legislativo por 20 anos se alternando como presidente e primeiro-secretário e hoje responde a vários processos na Justiça por atos de corrupção. Riva chegou a confessar a prática de desvio de verba do Parlamento para liberar o pagamento R$ 9,4 milhões, referente a dívida que a Assembleia tinha com o banco HSBC.
MT Prev
Janaina Riva já apresentou durante sessão plenária de ontem (15) requerimento para abertura da CPI para investigar o MT Prev. Dez parlamentares assinaram o documento. Com isso, o presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB) tem um prazo de 48 horas para publicar a instalação e cinco dias para divulgar o nome dos membros.
Além de Janaina e do próprio Botelho, assinaram o requerimento para a criação da CPI o primeiro-secretário Guilherme Maluf (PSDB), Allan Kadec (PT), Valdir Barranco (PT), Zé Domingos Fraga (PSD), Adriano Silva (PSB), Oscar Bezerra (PSB), Jajah Neves (PSDB) e Zeca Viana (PDT).