Vídeo - Buzetti bate boca com Abilio após aumento de imposto e abandona reunião
Atualização na tributação, de 3% para 5%, foi sancionada pelo prefeito; Buzetti o acusou de tentar afundar o povo
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) e a empresária e suplente de senador, Margareth Buzetti (PP), trocaram uma série de farpas durante reunião convocada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-MT) e a Associação das Empresas do Distrito Industrial (AEDIC), contra o aumento da alíquota do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS-QN), que salta de 3% para 5%. A atualização na tributação foi sancionada por Abilio.
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Durante a reunião, Buzetti, que é vice-presidente da AEDIC, demonstrou claro descontentamento com a decisão de Abilio, argumentando que ele foi eleito para "ajudar" o povo e não "afundar" com mais impostos. Ela também criticou a politização do tema pelo prefeito. "Abilio foi eleito com outro propósito, com outro discurso. Ser a solução para Cuiabá e não fazer o que está fazendo hoje. Ele está nos afundando de uma maneira muito ruim", disparou ela.
Em resposta, Abilio alegou que o aumento do ISS seria "irrelevante" diante da Reforma Tributária que ela ajudou a aprovar no Congresso Nacional: "A senhora votou para mudar o ISS de 5% para 27,5%, que é o imposto único. Vai pagar para o Governo Federal e foi aprovado em dois turnos no Congresso com o voto da senhora". Diante disso, ela interrompeu Abilio e reclamou de um áudio que estaria circulando, onde gestor insinua que o Distrito Industrial possuiria empresas fantasmas - afirmando que áudio estaria fora de contexto.
"Você é bom de jogar culpa nos outros da Reforma Tributária, você é ótimo. Por que eu votei a favor? Porque eu fiquei até 23h tentando passar o Fethab e consegui, então, tenho palavra. Agora, você é ótimo para falar dos outros", alegou ela antes de, em seguida, recolher seus pertences e abandonar a reunião, enquanto Abilio seguiu com seu discurso - veja o vídeo:
"Empresas fantasmas"
Na versão do prefeito, teriam cerca de 400 CNPJs cadastrados dentro do perímetro do Distrito Industrial sendo contemplados com uma tributação diferenciada, contudo, nem todos estariam de fato atuando na região. Mesmo assim, acabariam sendo enquadrados no pagamento de menos impostos. Ele argumentou ainda que o ISS deixará de existir quando a Reforma Tributária entrar em pleno vigor até 2033. O reajuste da tributação do ISS entra em vigência a partir de 29 de março deste ano.