Cuiabá, 21/10/2026

Defesa diz que filho de ex-deputado sofreu extorsão e está arrependido

Carlos Alberto Gomes Bezerra chocou a sociedade mato-grossense quando matou duas pessoas

Rodinei Crescêncio

 

O advogado Francisco Faiad, que faz a defesa de    Carlos Alberto Gomes Bezerra, de 57 anos, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), réu por matar a ex Thays Machado e o atual namorado dela, William César Moreno em janeiro,   disse que o cliente  foi extorquido na Penitenciária Central do Estado (PCE). A defesa ainda destacou que esse foi um dos motivos do pedido de transferência para Penitenciária Major Eldo de Sá, a Mata Grande, em Rondonópolis (a 215 km de Cuiabá).

O pedido foi aceito pelo juiz Geraldo Fidélis Neto, da 2ª Vara de Execuções Penais, no último dia 27 de janeiro. “Teve ameaças de colegas detento. Houve extorsão de pedir dinheiro senão podia acontecer alguma coisa. Então, isso foi demonstrado e por isso saiu essa transferência”, disse Faiad. 

O advogado destacou ainda que o fato de Cuiabá não ter mais um Centro de Custódia para presos de nível superior, como é o caso do assassino, também motivou o pedido. Questionado se Carlos Alberto está arrependido, Faiad disse que sim.

“Muito. Ele falou isso em depoimento policial e fala todos os dias quando nos vemos. Ele fala que se alterou, que nunca foi de violência, é calmo e tranquilo, mas aquele dia ele se alterou”, afirmou. Carlinhos foi notificado na última na semana passada  desde segunda-feira (06),  começou o prazo para os advogados apresentarem a defesa preliminar.

“Temos 10 dias para fazer essa defesa estamos estudando o inquérito. As provas que foram produzidas na polícia. Essa defesa preliminar é para alegarmos alguma nulidade que tenha acontecido de pedir provas e arrolar testemunhas”, finalizou.

Montagem

O CASO

Carlos Alberto Gomes Bezerra chocou a sociedade mato-grossense, no dia 18 de janeiro deste ano,  quando executou  a tiros, a ex-namorada Thays Machado, morta aos 44 anos, e o atual namorado da vítima, William César Moreno, que tinha 30 anos de idade. Os crimes ocorreram em frente a um prédio de luxo em Cuiabá e teriam sido motivados por ciúmes do administrador de empresas, que não aceitava o fim do relacionamento amoroso.

O delegado Marcel Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), suspeita que as mortes tenham sido premeditadas. O delegado também revelou que familiares de Thays Machado confirmaram que o filho do ex-governador é uma pessoa “extremamente ciumenta e possessiva”.