Juiz determina internação de 5 menores suspeitos de elo com morte de irmãs
Foi aplicada a medida socioeducativa de internação pelo prazo de 45 dias para posterior análise do juiz competente
Reprodução
O juiz plantonista de Porto Esperidião, Ricardo Garcia Maziero, determinou a internação de 5 menores suspeitos de terem participado do sequestro, tortura e morte da candidata a vereadora Rayane Alves e da sua irmã Rithiele Alves.
A decisão foi tomada, neste domingo (15), após a análise dos autos de apreensão dos menores. Conforme despacho do magistrado, foi aplicada a medida socioeducativa de internação pelo prazo de 45 dias para posterior análise do juiz competente (Vara da Infância da Comarca), Marcos André da Silva. Os nomes foram preservados por se tratar de menores de idade.
Antes, em Audiência de Custódia, o juiz Ricardo Garcia também converteu em preventiva a prisão dos suspeitos Rosivaldo Silva Nascimento, Lucas dos Santos Justiniano, Maikon Douglas Goncalves Roda e Ana Claudia Costa como "forma de manutenção da ordem pública".
“Nesse ínterim, importantíssimo ressaltar que se trata de infração penal cujas repercussões são extremamente graves no seio da sociedade local, de forma a catalisar, sem sombra de dúvidas, sérios abalos a ordem pública local, sendo que a permanência dos custodiados em liberdade no seio da comunidade catalisará um forte sentimento de impunidade e de insegurança, bem como propiciará, sobremaneira, que encontre os mesmos estímulos relacionados com a infração penal que fora supostamente cometida, se em liberdade permanecerem”, afirmou o magistrado.
Caso
Rayane e Rithiele foram torturas e mortas. A polícia investiga se a ordem teria vindo da Penitenciária Central do Estado (PCE) de uma pessoa chamada “Véio”, por meio do chamado “Tribunal do Crime”.
A motivação seria uma foto, no Rio Jauru, em que as irmãs aparecem fazendo gesto do número três com as mãos, o que poderia representar a facção rival (PCC).
As duas foram sequestradas junto a outros dois rapazes, que sobreviveram com ferimentos. Ao total, 10 pessoas foram presas e/ou apreendidas pelas forças policiais – 9 delas tiveram a detenção convertida em preventiva ou aplicação de medida socioeducativa.