Juiz manda homem que arrancou coração da tia fazer teste de periculosidade
Em maio, relatório médico apontou que Lumar Costa da Silva estava apto para alta hospitalar.
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O juiz da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, Geraldo Fernandes Fidelis Neto, determinou que Lumar Costa da Silva, que matou e arrancou o coração da tia Maria Zélia da Silva, 55 anos, em Sorriso, (a 420 km de Cuiabá), seja submetido, no prazo de 10 dias, a exame de "cessação de periculosidade" para verificar se ele tem condições de receber alta do hospital psiquiátrico Adauto Botelho, em Cuiabá.
Como informado pelo #rdnews, em maio deste ano, um relatório médico feito pela equipe multiprofissional do Centro Integrado de Atenção Psicossocial à Saúde Adauto Botelho (Ciaps), atestou que Lumar estava "apto para alta hospitalar, não necessitando de cuidados intensivos por 24 horas e deve continuar o tratamento em modalidade ambulatorial com um Centro de Assistência Psicossocial (Caps) de seu município".
Em sua decisão, o magistrado se atentou que, por conta desse relatório, a desinternação de Lumar deve ocorrer em curto espaço de tempo. Por conta disso, “relegar o paciente à própria sorte” poderia causar uma piora no seu quadro de saúde, considerado como “já estabilizado”.
Nesse sentido, acolheu o pedido do Ministério Público, e determinou que Lumar seja submetido a exame de cessação de periculosidade, no prazo impreterível de 10 dias.
O magistrado também orientou que a equipe técnica do Adauto Botelho prepare Lumar para o momento de sua saída e inserção no regime ambulatorial.
Caso
O brutal assassinato aconteceu em uma residência na rua Rio Negro, no bairro Vila Bela, em Sorriso. Lumar havia ido para Sorriso para morar com a tia Maria Zélia após brigar com a mãe. Segundo testemunhas, a tia não aceitava o fato de o sobrinho ser usuário de drogas.
Para a psiquiatra, que emitiu o primeiro laudo, o réu chegou a contar que tinha medo de ficar na casa tia, pois acreditava que as pessoas queriam lhe roubar as roupas e que haviam câmeras na casa lhe vigiando.
Após desentendimentos com a mulher, Lumar foi morar em uma quitinete ainda em Sorriso. Alguns dias depois voltou para a casa de Maria Zélia e, durante um desentendimento, cometeu o crime.
Em entrevista à jornalistas, ele confessou o crime. Alegou que o "universo" o mandou assassinar a tia. “Matei ela mesmo, não me arrependo de ter matado, ela mereceu morrer", disse à época.