Juiz suspeita de ex-assessor preso e leva à Corregedoria; atuava para reduzir penas
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Ex-assessor Pitágoras Pinto de Arruda levantou suspeitas e o juiz Geraldo Fidelis identificou irregularidades na Vara
O ex-assessor da 2ª Vara Criminal de Execuções Penais de Cuiabá, Pitágoras Pinto de Arruda, atuou por sete anos no gabinete do juiz Geraldo Fidelis, até que irregularidades nos processos de progressão de regime de presos foram descobertas e reportadas pelo magistrado à Corregedoria do Tribunal de Justiça. Pitágoras é um dos alvos da operação Regressus, deflagrada na manhã desta quarta (25) pela Polícia Civil com apoio do TJ e Ministério Público Estadual.
Ao #rdnews, Fidelis disse que o servidor deixou de atuar em seu gabinete em janeiro desse ano, logo que a situação foi descoberta. Pelo menos duas sentenças nas quais Pitágoras atuou precisaram ser revistas pelo juiz. Pitágoras é servidor de carreira concursado. Conforme consulta no Portal de Transparência do TJ, Pitágoras está lotado na secretaria do juizado de Porto Esperidião na função de técnico judiciário, com salário de R$ 4,4 mil. Em janeiro, ele ocupava o cargo de assessor de gabinete na 2ª Vara Criminal de Cuiabá e recebia salário de R$ 7,1 mil.
A investigação coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) descobriu fraudes processuais para obtenção de progressão de regime, peculato e também lavagem de capitais de reeducandos que progrediram usando documentos falsos. Entre os presos nesta manhã estão o traficante Márcio Batista da Silva, 41 anos, e Marcelo Nascimento da Rocha, considerado o maior estelionatário do país e cuja história já inspirou até filme.
Ao todo, a operação cumpre três mandados de prisão preventiva e 19 ordens de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Rio de Janeiro, expedidas pela 7ª Vara do Crime Organizado.