Juíza mantém preso filho de deputado suspeito de matar casal no Consil
Casal foi assassinado a tiros em frente a um edifício de classe média alta em Cuiabá, na 4ª
Montagem/RDNews
A juíza da 3ª Vara de Campo Verde, Caroline Schneider Guanaes Simões, manteve a prisão do advogado Carlos Alberto Gomes Bezerra, apontado como o autor do assassinato de Thays Machado, de 44 anos, e Willian César Moreno, de 40 anos. O casal foi assassinado na tarde de quarta (18) com pelo menos seis tiros em frente a um edificio residencial de classe média alta no bairro Consil, próximo à Avenida do CPA, em Cuiabá, onde mora a mãe de Thays.
A pedido do Ministério Público e com a concordância do advogado de defesa, foi solicitado que o flagrante seja encaminhado para Cuiabá, pois ambos entendem ser o local do crime competente para a análise do possível pedido de prisão preventiva (sem prazo definido). A definição da vara competente foi feita pela distribuição. O processo ficará a cargo do juiz Wladimir Perri da 12ª Criminal da Capital.
A autoridade policial deve fazer o translado ainda hoje para a Penitenciária Central do Estado (PCE). Houve, ainda, pedido para que o suspeito fique em cela separada por ter curso superior.
O advogado, que é filho do deputado federal Carlos Bezerra (MDB), foi preso na noite desta quarta (18), em Campo Verde (a 142 km de Cuiabá), em ação conjunta da Polícia Militar e Polícia Civil. Ele estava na fazenda da família na região do município. O suspeito fugiu logo após o crime.
O delegado Marcel Gomes Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção de Pessoas (DHPP), que investiga o crime, revelou que os indícios apontam que o duplo homicídio foi premeditado. Isso porque o suspeito, Carlos estava rondando Thays nos últimos dias e havia ido ameaçá-la, inclusive, no Aeroporto, na madrugada dessa quarta (18).
"Temos informações que dias anteriores ele vinha rondando a casa da vítima, armado. Na madrugada de quarta-feira, ela foi buscar o namorado no aeroporto e na saída, [o suspeito] tentou abordar o carro dela e mostrou uma arma. Após o fato, ela mandou um áudio para a família contando o que aconteceu, assustada", afirmou.
O delegado revelou também que Carlos Bezerra tinha o registro da arma para posse, mas não para porte, portanto, não podendo andar armado.