Cuiabá, 17/09/2026

MP diz que PM foi assassinado por vingança e denuncia acusado por homicídio triplamente qualificado

Segundo o MPMT, o PM Renato Oliveira Aragão mantinha caso amoroso com a companheira de Jhonatan Vieira dos Santos

Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por homicídio triplamente qualificado. Ele é apontado como autor do homicídio do policial militar Renato Oliveira Aragão. O crime aconteceu na noite do dia 4 de agosto, em um projeto social de lutas marciais em que o policial era professor, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.

Rdnews/Reprodução

Segundo o MPMT, o assassinato teria sido motivado por vingança. Renato estaria mantendo um caso amoroso com a companheira de Jhonatan por cerca de dois anos, entre términos e reatamentos do caso extraconjugal, o que caracteriza motivo torpe.

A Promotoria também aponta que o policial foi surpreendido durante a aula e não teve condições de se defender. Por isso, o crime foi denunciado com a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Outra qualificadora atribuída ao caso é o perigo comum. Conforme a acusação, os disparos foram feitos em um local com grande circulação de pessoas, incluindo crianças e adolescentes que participavam das atividades do projeto social.

Para o Ministério Público, a ação colocou em risco não apenas a vítima, mas também as pessoas que estavam presentes.

Além do homicídio triplamente qualificado, Jonathan também foi denunciado por posse ilegal e porte ilegal de arma de fogo.

Com a apresentação da denúncia, se a acusação for aceita pela Justiça, o processo seguirá na 1ª Vara Criminal de Várzea Grande. Ao fim dessa etapa, o Ministério Público poderá pedir que o denunciado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

O investigado segue preso preventivamente e aguarda manifestação do Poder Judiciário.

O crime

Conforme já publicado pelo #rdnews, o crime aconteceu na noite do dia 4 de agosto, em um projeto social de lutas marciais em que o policial era professor, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Renato estava ministrando aulas de Jiu-Jitsu, quando o atirador invadiu o local e descarregou a arma contra o policial. Foram seis disparos de revólver calibre 38. O PM caiu no tatame já sem sinais vitais. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Jonathan foi imobilizado pelos próprios alunos do projeto, que o detiveram até a chegada da PM. Ele foi preso em flagrante e foi encaminhado para a delegacia. Durante interrogatório ao delegado Rogério Gomes, da DHPP, ele permaneceu em silêncio.