PM e comparsa vão a júri popular por homicídio de personal trainer em VG
Crime aconteceu no dia 11 de setembro do ano passado; PM confessou o homicídio
O policial militar Raylton Duarte Mourão e o comparsa, Vitor Hugo Oliveira da Silva, vão enfrentar o Tribunal do Júri pelo homicídio da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos. O homicídio aconteceu no dia 11 de setembro de 2025, em Várzea Grande. A decisão é da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Na última terça-feira (08), o colegiado analisou recursos apresentados pelas defesas dos dois réus, que apontaram supostas falhas na decisão que havia os pronunciado do júri popular. Entre as supostas falhas, estão: referência a laudo de comparação balística inexistente; direito ao silêncio; cadeia de custódia de imagens e outros elementos digitais.
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O PM Raylton Duarte Mourão
O relator do caso, desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, acolheu apenas a solicitação de exclusão do laudo de comparação balística, já que reconheceu que o armamento utilizado no crime não foi apreendido pelas forças policiais, uma vez que o acusado Raylton Duarte Mourão declarou, em depoimento prestado fora do processo, que havia jogado a arma em um curso d'água.
No entanto, o magistrado e o resto dos desembargadores do colegiado entenderam que a retificação não anula a acusação nem modifica o resultado do julgamento, por isso, mantiveram o Tribunal do Júri. “Assim, a ausência de apreensão da arma ou de perícia balística não conduz, por si só, à desconstituição da pronúncia, quando a materialidade e os indícios de autoria estiverem demonstrados por outros elementos probatórios idôneos e convergentes”, diz trecho.
Motivo do crime
As investigações indicam que o assassinato pode estar relacionado a um acidente de trânsito ocorrido em março do ano passado, em Várzea Grande. Na ocasião, o carro de Rozeli se envolveu em uma colisão com um caminhão-pipa da empresa de água potável de propriedade de Raylton e Aline.
Sem conseguir resolver o impasse diretamente com o casal, a vítima ingressou com ação judicial pedindo até R$ 9,6 mil em indenização. Uma audiência de conciliação estava marcada para 16 de setembro, cinco dias depois do homicídio.
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O comparsa Vitor Hugo Oliveira da Silva; no detalhe, a vítima, Rozeli Costa
Execução
Rozeli foi morta no dia 11 de setembro, no bairro Canelas, em Várzea Grande. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela foi seguida por dois suspeitos em uma moto e baleada. Foram disparados de cinco a seis tiros contra a vítima, que estava a caminho da academia onde trabalhava.