Cuiabá, 22/09/2026

Agentes pressionam vereadores e cobram punição de Paccola: Matou nosso colega

Presidente de sindicato lidera movimento e se reuniu com o presidente da Câmara de Cuiabá

Annie Souza/Rdnews

Ao cobrar a abertura de processo de cassação contra o vereador Marcos Paccola (Republicanos), o presidente do Sindicato dos Profissionais do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso (SINDSPSS) Paulo César Souza ressalta que não há condições do vereador ou sua defesa sustentar que o que ele fez é o correto. "Viemos aqui protestar e entregar esse documento para o vereador Juca do Guaraná (presidente da Câmara) para que ele faça o mínimo que o regimento prevê", dispara o sindicalista.

As declarações foram dadas na frente do Legislativo durante protesto, realizado hoje (5), que reuniu cerca de 80 agentes. Com faixas e gritando palavras de ordem, todos cobram punição de Paccola, no campo político, pela morte de Alexandre Miyagawa, o Japão, vítima de disparos feitos por Paccola, em circunstâncias que ainda são investigadas pela Polícia Civil. O parlamentar alega legítima defesa. Versão da namorada Janaína Sá contradiz narrativa.

"Queremos que ele (Paccolla) seja afastado. Ele matou um colega nosso. Mas poderia ter matado outras pessoas. Ele deu tiro que poderia ter pego em outro colega, que não pegou, mas acertou em um carro. Eu estava lá e vi. Se tivesse uma outra pessoa dentro do carro teria feito outra vítima", assevera Paulo.

O presidente destaca que eles também são da área da Segurança Pública e sabem que a conduta de Paccola, ao dar pelo menos dois tiros pelas costas de Japão, não está escrita em nenhuma cartilha da polícia. 

"Nós temos o direito também de portar arma porque nossa função ela é perigosa. Não fica claro que o colega de repente se excedeu ali de sacar, não sabemos até agora, a Polícia Civil não tem certeza se realmente era a pistola dele. Então, aí o vereador vai e pega a pistola e sai com a pistola do local do fato. Então são coisas que ele vem querendo macular desde o início das falas deles, das entrevistas. Veio todo desmentindo, cada dia é uma uma versão, uma versão, mas os vídeos mostram totalmente diferente do que ele disse", reclama o sindicalista.

Por fim, o presidente menciona um vídeo, que viralizou, em que Japão aparece supostamente em Chapada dos Guimarães (a 50 km de Cuiabá) apontando uma arma para cima. "Isso nunca chegou para nós da categoria, nenhum procedimento administrativo foi aberto contra ele. Um ato isolado, que estão usando e que nem sabemos se de fato era uma arma ou se era celular. Com isso querem jogar uma culpa em pessoa profissional ao extremo. Ele era um dos líderes do plantão que ele trabalhava.  É muito fácil agora a pessoa que não está aqui para falar você jogar a culpa toda na pessoa", reclama.