Cuiabá, 18/09/2026

Bancada de MT sai derrotada com 6 votos contra a reforma tributária

Apenas os deputados Emanuelzino (MDB) e Fábio Garcia (União) votaram favoráveis à matéria

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Rodinei Crescêncio

Apesar da “força-tarefa” da bancada federal de Mato Grosso para adiar a votação da Reforma Tributária, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reformula a tributação sobre o consumo foi aprovada na Câmara de Deputados aprovou na madrugada desta sexta-feira (7).

Dos oito deputados do Estado, seis votaram contra a proposta, são eles: Abílio Brunini (PL), Amália Barros (PL), Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL), Coronel Assis (União) e Flavia Rodrigues (MDB). Somente o deputado Emanuelzinho (MDB) e Fábio Garcia (União), votaram a favor da matéria.

Rodinei Crescêncio/montagem/Rdnews

Abílio Brunini, Coronel Fernanda, Amália Barros, José Medeiros e Coronel Assis: bancada Bolsonarista do PL de MT na Câmara, e Flavia Rodrigues (MDB)

Fábio Garcia, que já havia se posicionado contrário a reforma, mudou seu posicionamento após bancada conseguir com o relator da proposta a inclusão da desoneração da cesta básica no texto-base.

“Pedimos alíquota zero para a cesta básica, para não aumentar o preço dos produtos. Isso mexe com a vida de todos os brasileiros e, é claro, pesa mais no bolso de quem menos recebe e já não suporta mais tantos aumentos. O relator foi sensível ao nosso pedido e optou por fazer este ajuste no texto”, celebrou Fábio.

Nacionalmente, o União Brasil, o PT e o PP votaram favoráveis a reforma. Já o PL orientou que a bancada votasse contra.

Os deputados bolsonaristas utilizaram as redes sociais para mostrar o descontentamento com a aprovação. É o caso da deputada Amália Barros, que lamentou o resultado e afirmou que o texto foi aprovado a toque de caixa e sem estudos e diálogo. 

Veja abaixo: 

A votação teve início por volta das 18h de quinta-feira (6) e só terminou na madrugada desta sexta-feira (7). O partido do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), havia apresentado um requerimento para adiar a votação, no entanto, o documento foi derrotado por 357 votos a 133 e a votação seguiu em tramitação.

Com a aprovação da reforma, serão extintos os tributos: IPI, PIS, Cofins, ISS e ICMS. As mudanças não serão de uma hora para outra. Os novos impostos e os antigos vão coexistir por um período de adaptação. Para o contribuinte, a transição começaria a partir de 2026 e dura até 2032.

Na votação em primeiro turno, foram 382 votos favoráveis contra 118 e três abstenções. A aprovação em segundo turno ocorreu já na madrugada desta sexta-feira, com 375 votos a favor e 113 contrários à PEC.

A matéria seguirá para o Senado, onde deverá ser votada no início de agosto.

Aprovação do governador

O governador Mauro Mendes (União), que era contrário à aprovação da Reforma Tributária, considerou positiva a aprovação do texto-base da matéria pela Câmara dos Deputados com a alteração que isenta a alíquota dos alimentos da cesta básica, inserida pela relator da reforma, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), após o aval do governo. A medida prevê ainda a criação de uma Cesta Básica Nacional com a relação de produtos básicos que terão alíquota zero.