Comissão de Ética pede cassação de Paccola por morte de Japão
Parlamentar é indiciado pelo assassinato do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, Japão
A Comissão de Ética da Câmara Municipal decidiu pela cassação de Marcos Paccola (Republicanos). Tenente-coronel da Polícia Militar, o parlamentar foi indiciado por homicídio qualificado, após atirar nas costas do agente penitenciário Alexandre Miyagawa, 41 anos, mais conhecido como Japão. A decissão ocorre após apresentação de sua defesa, que não viu quebra de decoro.
“Nós avaliamos todos os pareceres do Judiciário e do Ministério Público”, disse o vereador Kássio Coelho (Patritoa), relator do processo disciplinar contra Paccola na Comissão, que indicou pela cassação.
Assessoria
Segundo Kassio, o relatório é justo e não tem intenção de prejudicar “lado a e lado b”, está apenas seguindo as normas da Câmara. Com a decisão pela cassação feita pela Comissão Ética, o processo segue para o presidente da Casa e em seguida, vai à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para definir o rito e, só então, ir a plenário.
São necessários 13 votos para a cassação de Paccola, metade do total de vereadore em Cuiabá e mais um voto. A expectativa, segundo o Kássio, é de que o processo não demore, visto que nenhum dos membros da CCJR estão concorrendo a pleitos eleitorais e devem se empenhar no caso.
Corrida eleitoral
Mesmo correndo risco de ser cassado e perder os direitos políticos por 8 anos, o vereador Marcos Paccola (Republicanos) tenta uma vaga na Assembléia Legislativa. Se for cassado e eleito, o candidato pode não tomar posse como deputado, se assim compreender o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).