Defesa diz que Chico não tem nada a esconder e pedirá auditoria independente
Advogado garante que parlamentar colabora com investigação e que irá esclarecer fatos
Jesé Soares
A defesa do vereador por Cuiabá Chico 2000, patrocinada pelo advogado Alaertt Rodrigues, aguarda acesso aos autos para tomar conhecimento formal das acusações e esclarecer os fatos. Segundo o jurista, a postura do parlamentar tem sido de total colaboração com as investigações.
“Foram fornecidos documentos, a senha do aparelho celular e franqueado acesso ao gabinete, com todos os documentos disponíveis. Tudo o que possa colaborar com as investigações, porque o Chico não tem nada a esconder. O gabinete dele está com as portas abertas”, afirmou o advogado, em entrevista ao #rdnews. Ele acompanhou as diligências realizadas na residência do vereador e relata que Chico demonstrou tranquilidade, dentro do possível, em razão da idade.
Apesar disso, a defesa aponta preocupação com a possibilidade de o parlamentar estar sendo alvo de algum tipo de perseguição. “Há o receio de uma tentativa de prejudicar ou condenar. Tudo o que ele faz é muito claro: documentos, contas, tudo é aberto. Inclusive, vamos juntar documentos pertinentes. Quando se fala em provas digitais extraídas do contexto de um telefone, isso é muito preocupante. Não basta apenas esse tipo de prova; é necessário um conjunto de provas independentes”, ponderou, destacando a necessidade de um arcabouço probatório robusto.
Sobre os próximos passos, Alaertt Rodrigues reforçou que a estratégia será de colaboração e anunciou que a defesa deve solicitar uma auditoria independente para analisar as emendas parlamentares e os contratos celebrados, com o objetivo de comprovar a efetiva execução dos serviços.
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O advogado também espera acesso aos autos para verificar se houve excesso nas medidas cautelares
O advogado também espera acesso aos autos para verificar se houve excesso nas medidas cautelares, já que, segundo ele, o vereador não foi chamado a prestar esclarecimentos. “O afastamento do cargo público se equipara, em muitos aspectos, a uma prisão preventiva. Essa decisão precisa estar respaldada em elementos empíricos e dados concretos da investigação. Quando isso não ocorre, abre-se margem para questionamento pela defesa”, afirmou.
Por fim, reiterou que a prioridade, neste momento, é colaborar com as autoridades. “Nossa ideia é sugerir que o investigado se apresente espontaneamente, analisar documentos para que as autoridades compreendam corretamente os fatos e, só depois, deliberar sobre eventual medida judicial”, concluiu.
Veja, abaixo, a nota que foi emitida pela defesa
- A defesa de Chico esclarece que, até o presente momento, não teve acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou as medidas recentemente divulgadas.
- Ressalta, contudo, que todos os esclarecimentos e documentos solicitados foram integralmente disponibilizados às autoridades competentes, bem como franqueado amplo acesso a informações e provas, demonstrando total colaboração com as investigações em curso.
- A defesa reafirma seu respeito às decisões do Poder Judiciário, destacando que toda e qualquer medida judicial deve ser cumprida nos exatos limites legais.
- Tão logo tenha acesso ao conteúdo integral da decisão, a defesa irá analisar tecnicamente seus fundamentos para, se necessário, adotar as medidas jurídicas cabíveis, sempre com serenidade, responsabilidade e confiança no devido processo legal.