Em vídeo, ministro Fávaro elogia Abilio e promete emenda para Contorno Leste
Anúncio ocorre após Abílio decidir pela regularização e permanência das famílias na área
Reprodução/Instagram
Senador licenciado, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), anunciou neste domingo (30) que irá destinar emendas parlamentares para a regularização do Contorno Leste, em Cuiabá. O comunicado ocorreu um dia após o prefeito Abilio Brunini (PL) decidir pela permanência das famílias na área.
Embora em lados opostos da política, Fávaro - acompanhado da filha, a jornalista e presidente do PSD Mulher em Mato Grosso, Rafaela Fávaro - elogiou a decisão do prefeito. Ambos aparecem em um vídeo publicado nas redes sociais do ministro.
“Parabéns, prefeito Abílio. Você tomou a atitude mais coerente. Afinal, é preciso garantir segurança jurídica e preservar o patrimônio das famílias proprietárias das terras do Contorno Leste”, afirmou Fávaro.
A fala do ministro ocorre em meio ao clima de tensão com o chefe do Executivo municipal, que segue a cartilha do bolsonarismo e costuma criticar o governo Lula. Neste mês, Abílio atacou Fávaro após o ministro se manifestar favorável à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, detido preventivamente em 22 de outubro e, depois, definitivamente para cumprir pena de 27 anos, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Não foi o primeiro embate. Abílio já chamou Fávaro de “patotinha do PT”.
Mesmo assim, o ministro sinalizou disposição para colaborar. “Vamos sentar e conversar sobre como posso destinar recursos à Prefeitura de Cuiabá para que o senhor [Abilio] tenha fluxo financeiro suficiente para regularizar essas áreas e garantir o pagamento de indenizações às famílias proprietárias”, afirmou.
No anúncio deste sábado (29), o prefeito de Cuiabá, inclusive cobrou dos parlamentares de Mato Grosso ajuda para conseguir regularizar as áreas no Contorno Leste.
Agora, nos bastidores, surge a dúvida se o prefeito aceitará a verba do adversário político, após reiterar que não receberia recursos do governo Lula.