Fim do sigilo vai expor roubalheira do Banco Master em MT, afirma Wellington
Senador e candidato ao Governo pregou necessidade de ampla divulgação dos detalhes do caso para expor os culpados e agentes públicos envolvidos
O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), valorizou a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de determinar que o ministro André Mendonça retire o sigilo do Caso Master, esquema liderado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contra o sistema financeiro do Brasil. Especialmente em Mato Grosso, versa acusações relacionadas a supostas fraudes nos empréstimos consignados concedidos a servidores públicos do estado para ativos e inativos.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Durante questionamento do #rdnews, nesta sexta-feira (11), no Mercado do Porto, o político pregou necessidade de ampla divulgação dos detalhes do caso para expor os culpados pela execução do plano criminoso e eventuais agentes públicos que tenham de certa forma facilitado a inserção do Banco Master em Mato Grosso. O ex-banqueiro está preso na Papudinha, em Brasília.
"Extremamente importante, porque agora mais do que nunca, espero que dê tempo, que todos vejam com a quebra do sigilo quem roubou, como aqui no Mato Grosso, roubaram dos nossos aposentados. Os consignados é algo que tem que realmente ser provado e quem é culpado tem que ir para a cadeia. Não é possível que dos nossos servidores públicos, dos nossos aposentados, dos pensionistas, sejam tirados deles 14% todo mês. Não querem pagar o RGA. Então, eu tenho certeza que a roubalheira que o Banco Master implantou agora vai ser colocada de forma transparente", manifestou ele.
Em junho deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu investigação contra o ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes (UB), sob suspeita de irregularidade e favorecimento ao Banco Master no credenciamento do programa de consignado oferecido pela instituição, o Credcesta, em 2023. Ele negou qualquer tipo de irregularidade ou direcionamento.
Atualmente, Mato Grosso endureceu as regras para concessão dos créditos consignados aos servidores ativos e inativos, permanecendo apenas o Banco do Brasil como habilitado. A nova legislação entrou em vigor em junho do ano passado, ainda na gestão Mauro Mendes, e foi aprovada após a identificação de falhas nas regras existentes até então.
Fim do sigilo no Caso Master vai expor a roubalheira, avalia senador de MT pic.twitter.com/tm5oODcUpZ
— RDNews (@_rdnews) September 11, 2026