Cuiabá, 21/09/2026

Governo não manda RGA, que pode ficar fora da folha de janeiro - veja vídeos

Ausência da proposta impede votação em sessão extraordinária e gera reação de parlamentares e servidores públicos do estado

O Governo do Estado não enviou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) o projeto de lei para a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos, no índice de 4,23%, conforme o acumulado da inflação de 2025. A matéria seria votada em sessão extraordinária nesta quarta-feira (14). Com isso, existe o risco de a reposição salarial não entrar na folha de janeiro.

“Quero acrescentar aqui, até para os nossos servidores e para todos os deputados: gente, eu marquei a sessão do dia de hoje sem a chegada do projeto da RGA. Coloquei o projeto na pauta de votação, mas ele não conseguiu chegar à sessão (...). Nós marcamos a sessão para hoje para entrar na folha de janeiro. Estou comunicando que esse projeto não chegou. Se não chegar, não tem como a gente votar. Então, peço desculpas aos deputados por essa convocação sem o projeto, mas foi com essa intenção”, anunciou o presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (PSB).

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) propôs, como forma de retaliação ao Executivo, que a ALMT não vote as contas do governo Mauro Mendes (União Brasil) referentes a 2024, que também estão na pauta da sessão extraordinária. A sugestão foi acatada pelos deputados estaduais. As contas têm parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da Casa.

Max Russi fez o anúncio com as galerias lotadas de servidores que reivindicam o pagamento de 19,58% das perdas inflacionárias acumuladas entre 2017 e 2022. O Governo do Estado afirma que pagará apenas os 4,23% da RGA de 2025.

O líder do governo na ALMT, deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil), se retirou do plenário logo após o anúncio de Max Russi, para tentar contornar a situação junto ao Executivo. Nos bastidores, o comentário é que o projeto de lei não foi enviado porque não existe segurança quanto à rejeição das emendas para o pagamento dos 19,58%.