Cuiabá, 06/10/2026

Governo promete pagar R$ 70 mi em emendas até final do ano; oposição cobra

Terminando o ano, quando a previsão era o pagamento de R$ 100 milhões em emendas parlamentares, o governo Mauro Mendes (DEM) desagradou os deputados estaduais encaminhando uma Proposta de Emenda Constitucional nº 89/20 desobrigando o Executivo de cumprir com o restante dos pagamentos. Até agora, foram liberados R$ 40 milhões, mas a maioria dos beneficiados foram apenas os parlamentares da base.

Ao comentar o pedido da AL, de que o governador cumpra com o que prevê a legislação, Mauro considera que já tem feito sua parte e promete pagar R$ 70 milhões. “Será o maior pagamento de emendas da história de Mato Grosso nos últimos 10 anos”, garante.

Sem ter do que reclamar, Sílvio Fávero (PSL) conta que suas proposições de emendas estão em dia e reconhece que o dinheiro está saindo primeiro para a base. “É legítimo que ele (Mauro) pague primeiro quem está com ele. Quem é base é base, quem não é, não tem do que reclamar. Mas, é claro, é direito de todos os deputados, mas cabe ao governador tomar as medidas. Todos têm que receber. Mas eu não tenho do que reclamar, já foram liberadas 80% das minhas”.

No mesmo sentido, Max Russi (PSB) explica que os colegas cobram do Executivo o pagamento do total. “Não tenho problemas com isso, minhas emendas estão em dia”.

Já a oposição conta que não tem recebido e está faltando nas bases. O deputado Lúdio Cabral (PT) conta que, neste ano, só conseguiu a liberação de uma emenda destinada à Universidade estadual de MT (Unemat). “Até agora foram R$ 250 mil para Unemat e por iniciativa da instituição de ir atrás do governo. A maior parte das propostas a gente encaminhou após as eleições, em novembro, e espero que as emendas sejam liberadas e a Constituição seja respeitada”.

Fablício Rodrigues ALMT

Mauro garante que vai cumprir com os R$ milhões que foram fruto de negociações da Casa Civil com os deputados, mas não vai chegar aos R$ 100 milhões. Contudo, não deixou claro se agora vai incluir os deputados da oposição nos pagamentos.

Questionado sobre as reclamações quanto à PEC nº 86 e o pedido para que pague integralmente as emendas, o governador ironizou. “Eu também gostaria de ter muitas coisas que eu não tenho, todo mundo gostaria, mas a gente não tem tudo que gostaria de ter, tem aquilo que é possível ter, que é correto, justo neste momento, acredito que isso é fruto de uma conversa da Casa Civil com os deputados”.

Reconhece que “é legítima a reivindicação, reclamação, buscar uma posição favorável. Mas o governo faz uma negociação preliminar, manda projeto de lei e, se aprovado, pode ter certeza que o governo cumpre com os compromissos”.