Cuiabá, 07/10/2026

Janaina é a 1ª deputada a usar licença-maternidade e deve voltar em 90 dias

Assessoria

Pela primeira vez na história Assembleia, em 185 anos, uma parlamentar usufruirá do direito à licença maternidade. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), grávida de 37 semanas, inicia nesta quarta feira (20), seu período de licença maternidade para se preparar para a chegada do seu terceiro filho, Diógenes Riva Fagundes, com nascimento previsto entre os dias 25 e 29 de agosto.

Mesmo com direito a 180 dias de licença maternidade, garantidos por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC)  nº 90, de autoria do deputado estadual João Batista (Pros) que acrescentou o artigo 32 A, ao artigo 38 da Constituição Estadual, Janaina adianta que não pretende gozar deste período em sua totalidade.

“Eu estou planejando retornar ao trabalho em 90 dias. Tudo vai depender da adaptação do bebê, da amamentação e logística que eu tiver para o meu retorno. Esse é um momento ímpar para a mulher e fundamental para o desenvolvimento do bebê. Eu fico feliz por ser a primeira mulher do parlamento a usufruir desse Direito, que já é constitucional às mulheres, mas que ainda não constava do nosso regimento nem da Constituição Estadual justamente pela ausência das mulheres na Assembleia”, declarou a emedebista.

Com a ausência da parlamentar, durante a licença, assume a cadeira o suplente Romoaldo Júnior (MDB).  O emedebista já foi deputado por seis mandatos e agora fica na cadeira de Janaina.

Durante a sessão desta terça  (19), o requerimento licença maternidade da parlamentar foi aprovado.  Com isso,  Janaina   emocionou ao se despedir dos colegas.

“Essa licença é a garantia que nós, mulheres, não precisamos escolher entre uma coisa ou outra”

Deputada Janaina Riva

“Essa é a primeira vez que me afasto do parlamento por tanto tempo, desde a minha primeira posse como deputada, em fevereiro de 2015. Nunca havia me licenciado antes. Mas essa licença é a garantia que nós, mulheres, não precisamos escolher entre uma coisa ou outra. Podemos ser deputadas e mães, se assim desejarmos. Me emociono pelo carinho que todos os colegas e desejo de um bom parto externados a mim. O Meu Diógenes, nascerá em tempos atípicos de pandemia, de mudanças de costumes e de comportamento de toda a sociedade, mas já vai nascer garantindo o direito de todas as mulheres que passarem pelo parlamento depois de mim”, finalizou,

Consta do artigo agora publicado que ‘será concedida licença maternidade à deputada, com duração de 180 dias consecutivos e, ao deputado, licença paternidade com duração de 5 dias consecutivos, sem perda do subsídio aos parlamentares’.