Cuiabá, 13/10/2026

Jayme e Fávaro tendem votar pelo fim da Escala 6x1; Wellington é incógnita

PEC deve ser votada nesta semana no Senado, em meio a articulações políticas e à pressão eleitoral sobre aliados de Flávio Bolsonaro

Jayme Campos, Carlos Fávaro e Wellington Fagundes representam MT no Senado

Os senadores por Mato Grosso Carlos Fávaro (PSD) e Jayme Campos (União Brasil) devem votar a favor do fim da escala 6x1, cuja proposta de emenda à Constituição (PEC) está prevista para ser apreciada nesta quarta-feira (14), ao menos em primeiro turno.

Ambos já declararam publicamente apoio à medida, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho e a ampliação do período de descanso. Já Wellington Fagundes (PL) ainda não revelou como pretende votar. Na semana passada, ele afirmou que o tema precisa ser debatido com responsabilidade, diálogo e maturidade. “Nós queremos responsabilidade com o país. É uma matéria com implicações muito grandes e essa discussão precisa ser madura, sem atropelo”, declarou Wellington. 

A definição do voto de Wellington ocorre em meio à posição do PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro, que se mostra contrário à proposta, mas enfrenta o desafio de lidar com os possíveis efeitos eleitorais de uma eventual rejeição à medida. Nos bastidores, cresce a avaliação de que integrantes do Centrão e parlamentares de perfil liberal podem votar a favor da PEC para evitar desgaste junto ao eleitorado.

A proposta é considerada popular e pode ter impacto na disputa presidencial, marcada pelo confronto entre Flávio e o presidente Lula (PT), que defende o fim da escala 6x1.  Ontem, o senador mato-grossense disse, em entrevista ao O Globo que, embora Flávio prefira a abstenção, a maioria dos parlamentares avalia que é preciso se posicionar sobre o tema.

As articulações seguem no Congresso. Há a possibilidade de os senadores aprovarem um requerimento para permitir que a proposta seja votada em dois turnos no mesmo dia, o que poderia acelerar sua tramitação e viabilizar a conclusão antes do segundo turno das eleições.

Defensores da medida avaliam que, sem a pressão eleitoral e social, os parlamentares poderiam alterar o texto ou até mesmo barrar a proposta.

Nesta terça-feira (13), os parlamentares mantêm uma agenda intensa de reuniões. Ainda estão previstas duas sessões de discussão da matéria antes da votação.