Cuiabá, 08/11/2026

Maioria da bancada de MT assina CPMI para apurar escândalo do Banco Master

Pedido de abertura da CPMI teve mais de 243 assinaturas, ultrapassando o número mínimo necessário para que o documento pudesse ser protocolado

A maioria da bancada federal de Mato Grosso assinou o requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que será dividida entre deputados e senadores para investigar possíveis crimes financeiros praticados pelo Banco Master, que tem um rombo estimado em R$ 12 bilhões.

Dos 8 deputados federais mato-grossense, apenas o vice-líder do Governo na Câmara, Emanuelzinho (MDB), não consta na lista de políticos favoráveis. Os demais endossaram o início da apuração: Coronel Assis (União Brasil), Gisela Simona (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL), Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (MDB). 

Entre os três senadores de Mato Grosso, apenas Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) assinaram o requerimento. O senador José Lacerda (PSD), base do Governo, não consta na lista parlamentares que assinaram, conforme divulgado pelo autor da CPMI e vice-líder da oposição, deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

Montagem/Rdnews

Os deputados federais Coronel Assis e José Medeiros e o senador Wellington Fagundes

Ele alcançou mais de 243 assinaturas, entre deputados e senadores, ultrapassando o número mínimo necessário para que o documento pudesse ser protocolado. O pedido deve ser apresentado somente em fevereiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não poderá travar a instalação da comissão. 

A intenção é apurar possível tentativa de repassar o passivo de R$ 12 bilhões para a iniciativa estatal, como o Banco BRB, que teve processo barrado pelo Banco Central. Além disso, investigação também vai mirar possível participação, omissão ou tentativa de interferência de agentes públicos no escândalo.

O caso ganhou força no núcleo de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após veiculação de uma suposta relação entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Ela teria um contrato de R$ 129 milhões, fracionados em 36 meses. Vale ressaltar que Procuradoria Geral de República (PGR) não viu qualquer ato de ilicitude.