Cuiabá, 17/09/2026

Sem quórum de votação, ALMT adia análise aberta sobre veto a reajuste de 6,8%

Somente nove deputados marcaram presença na sessão plenária e votação foi adiada

ALMT

 Servidores do Judiciário lotaram galerias, mas veto não foi votado

Sem quórum de votação, a Assembleia Legislativa adiou a votação do veto que derrubou o reajuste de 6,8% aos servidores do Judiciário.  Somente nove deputados marcaram presença na sessão plenária de hoje e a votação foi adiada.

O texto havia sido aprovado pelos deputados em dezembro de 2025, mas foi vetado pelo então governador Mauro Mendes (UB) e o veto mantido pelos parlamentares. Contudo, o Tribunal de Justiça (TJMT) considerou a votação secreta como inconstitucional e anulou a manutenção do veto e determinou novo procedimento. A Assembleia já havia manifestado desejo de votar a matéria somente depois das eleições, embora tenha ocorrido manifestação em nova decisão judicial reafirmando a necessidade de deliberação de maneira célere.

O presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos) foi vaiado ao anuniar a falta de quórum. O deputado Lúdio Cabral (PT) tentou convencê-lo a suspender a ordem do dia e realizar uma mobilização para que os deputados pudessem entrar de maneira online na sessão de votar o veto, conduto, a intervenção sugerida pelo parlamentar foi desconsiderada e tão logo, encerrada a sessão.

 

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (SINJUSMAT) foi responsável por conseguir a derrubada da votação secreta do veto e obrigação de nova análise pública. No entendimento da Justiça, os parlamentares não podem se esconder atrás do sigilo, sendo homens públicos. A magistrada reiterou que a não análise do veto acarretaria multa diária de R$ 50 mil até R$ 1 milhão, sustentando ainda que a ordem para votar não representaria uma intervenção direta no posicionamento do parlamentar em plenário.