Cuiabá, 17/09/2026

Wilson cobra imparcialidade do STF: maior crise em 135 anos

Deputado afirma que a Corte deve se manter acima das disputas políticas e defende apuração rigorosa das denúncias envolvendo o Banco Master

O deputado estadual e candidato à reeleição Wilson Santos (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (14), que o Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa uma das mais graves crises de credibilidade de sua história. Professor de História, o parlamentar defendeu uma reflexão sobre a independência do Judiciário e a necessidade de a Corte permanecer acima das disputas políticas.

Divulgação/Assessoria

 

Wilson lembrou que o STF foi instituído pela Constituição de 1891, em substituição ao Supremo Tribunal de Justiça, criado em 1829, durante o Império. Segundo ele, o problema não está na instituição, mas na conduta de alguns de seus integrantes, que teria provocado um cenário de descrédito.

Ao comentar as denúncias envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, o deputado defendeu a apuração rigorosa de eventuais irregularidades, sem distinção entre autoridades, partidos ou grupos políticos. Ele também criticou a proximidade entre integrantes do Supremo e interesses políticos ou econômicos.

Para Wilson, a Corte precisa recuperar a confiança da sociedade com decisões que demonstrem imparcialidade, equilíbrio e respeito à Constituição.

“O Supremo não pode ser visto como adversário de um lado político, muito menos como aliado de outro. Não pode parecer governo, oposição ou partido político. O Supremo precisa parecer e ser justiça”, declarou.

O parlamentar afirmou ainda que a força do STF não deve ser medida apenas pelos poderes previstos na Constituição, mas também pela confiança conquistada perante a sociedade. Na avaliação dele, a Corte deve estar acima das paixões políticas e assegurar tratamento igualitário a todos os cidadãos, independentemente de posição social, orientação política ou vínculo com o poder.

“O Brasil não precisa de um STF menor. Precisa de um STF maior moralmente”, disse.

Wilson concluiu afirmando que o Supremo pertence à República, e não a ministros, partidos ou governos. Segundo ele, a recuperação da credibilidade da Corte depende da demonstração de que a Constituição está acima das pessoas, a lei acima dos interesses e a Justiça acima da política.