Secretário de Trump quer transmitir fuzilamento ao vivo; Isso é permitido?
Ex-psiquiatra militar Nidal Hasan foi condenado pela morte de 13 pessoas na base de Fort Hood em 2009
A transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas na base militar de Fort Hood, não enfrenta impedimentos legais intrínsecos caso seja autorizada pelo presidente Donald Trump, avalia Eugene Fidell, especialista em direito militar e professor da Universidade Yale. Apesar disso, ele criticou a proposta por transformar a morte do condenado em espetáculo público. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (8) à Reuters, conforme reportagem publicada pela CNN Brasil.
Reprodução de Vídeo/CNN Brasil
O Pentágono anunciou que pretende exibir ao vivo o fuzilamento do ex-psiquiatra militar, marcado para 3 de dezembro. A execução ficará a cargo do Exército e ocorrerá na mesma base do Texas onde Hasan cometeu o ataque, em 2009.
Se concretizada, a transmissão será inédita nos Estados Unidos. Hasan também deverá ser o primeiro condenado executado por um pelotão de fuzilamento das Forças Armadas americanas desde 1945.
Para Fidell, advogado e autor de obras sobre direito militar, a iniciativa remete ao período em que execuções eram realizadas diante do público. Ele defendeu que o governo reveja a medida, independentemente das posições sobre Hasan ou sobre a aplicação da pena de morte.
No ataque a Fort Hood, o então major abriu fogo dentro de uma instalação médica com uma pistola equipada com mira a laser, matando 13 pessoas.
O anúncio amplia o debate sobre a pena capital no país. Na semana passada, Christa Pike sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, episódio que voltou a colocar os procedimentos em discussão.
A execução por fuzilamento do ex-psiquiatra foi ordenada pelo presidente americano, Donald Trump.