Cuiabá, 04/11/2026

PL oficializa candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado

Líder da oposição na Casa deve ter como concorrentes o atual presidente, Davi Alcolumbre (União), e a senadora Tereza Cristina (PP)

O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4/11), a candidatura do senador e líder da oposição do Senado, Rogério Marinho (PL), para assumir a presidência da Casa. O lançamento foi feito após reunião da legenda ocorrida na sede do partido em Brasília. A eleição para o cargo ocorre no dia 1º de fevereiro e depende da articulação dos senadores por apoios dentro da Casa.

Marinho foi coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) e conta com a confiança da família Bolsonaro. A corrida pelo comando da Casa ainda enfrenta um cenário de indefinição. Além de Marinho, disputam o cargo o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa os votos da oposição.

“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou o líder da oposição no Senado. Ele também declarou que “oportunamente” vai estar junto com Tereza Cristina. 

A decisão por alçar Marinho à disputa ocorre em meio a discussões entre partidos da oposição sobre a possibilidade de reunir esforços em torno de uma candidatura única. Nos bastidores, os partidos tentavam costurar uma candidatura que pudesse unir Marinho e Tereza Cristina, em uma tentativa de unir forças contra Alcolumbre, ao invés de dividirem votos na disputa.

Para se eleger presidente do Senado, são necessários, no mínimo, 41 votos. O PL terá uma bancada de 29 senadores em 2027. Dessa forma, Marinho precisaria do apoio de mais 12 parlamentares para conquistar o comando da Casa. Como mostrou o Metrópoles na coluna Igor Gadelha, o PL aposta em “dissidentes políticos” na disputa, inclusive dentro do União Brasil.

Alcolumbre, por outro lado, já costurou acenos em busca de sua reeleição e recebeu o apoio formal de legendas importantes na composição da Casa. Até o momento, o senador reúne sinalizações do MDB, do PSD e do PT, além do União Brasil e PP, que também anunciaram apoio à reeleição do senador amapaense.

Assim como Rogério Marinho, entretanto, Alcolumbre também calcula que terá votos na bancada do PL para se reeleger ao comando do Senado.

Presidência de Marinho

Durante a reunião da manhã de hoje, Marinho voltou a falar da prioridade que dará a pautas consideradas caras para o bolsonarismo em sua eventual eleição como presidente do Senado Federal. Entre os temas, o senador mencionou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia para condenados pelo 8 de Janeiro.

De acordo com o parlamentar, sua gestão seria “a salvaguarda da Constituição”. “Me perguntaram: ‘Será presidente do Congresso de um tema só? Monotemático? Claro que não. Mas nós faremos valer a Constituição. Não seremos omissos” declarou.

Marinho também relembrou da última vez que concorreu ao comando do Legislativo, em 2023, quando perdeu a disputa para o deputado federal Rodrigo Pacheco (PSB-MG). À época, o PL perdeu espaço em comissões por não compor o bloco vencedor, atitude que Marinho criticou e disse ser de “déspotas”. Declarou que, se eleito, haverá espaços para os demais partidos e respeitará a proporcionalidade.

Ainda durante declarações na reunião hoje, o senador do PL criticou as articulações de Alcolumbre e acusou o atual presidente do Senado de oferecer vantagens para “cooptar” votos. “Porque ele pode cooptar. Como? Com um sorriso bonito? Um abraço fraterno? Não. Com aquilo que ele não pode dizer: com verbas, com vantagens e com atalhos”, disse.