Cuiabá, 12/10/2026

Ananias diz que Wellington enfrentou máquina pública e descarta arrependimento por aliança com MDB

Presidente do PL-MT afirma que senador fez boa campanha, apesar da derrota para Pivetta, e avalia que eleitor não compreendeu aproximação com partido de Janaina Riva

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, saiu em defesa do senador Wellington Fagundes, derrotado na disputa pelo Governo do Estado, e afirmou que o correligionário teve coragem de enfrentar a força da máquina pública comandada pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos). Em entrevista exclusiva ao #rdnews, o dirigente avaliou que a campanha foi bem conduzida, mesmo diante de um cenário desfavorável, e afirmou que o resultado tem respaldo da Executiva Nacional.

“Em uma campanha você não tem obrigação [de vencer], você tem obrigação de fazê-la bem feita. E nós fizemos. O senador Wellington Fagundes concorreu e foi muito bem. O PL não pode deixar de aplaudir. Nós temos coragem de fazer um enfrentamento de quem está no poder [há mais de uma década]”, afirmou.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Questionado sobre a reação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao resultado em Mato Grosso, Ananias disse que a avaliação interna é de que o partido fez um bom trabalho, considerando tanto a derrota de Wellington na disputa majoritária quanto o desempenho nas eleições proporcionais.

“Ele [Valdemar] sabia como era difícil enfrentar a máquina. Ele sabe, ele é um político muito experiente”, declarou.

Um dos fatores apontados como possível prejuízo à candidatura de Wellington foi a aliança com o MDB, partido da nora do senador, a deputada estadual Janaina Riva. A composição contrastou com o desempenho de José Medeiros (PL), eleito para o Senado em uma disputa na qual se manteve distante do MDB.

Ananias, porém, descartou arrependimento pela aproximação entre as siglas. Na avaliação dele, a aliança não foi bem compreendida pelo eleitorado, que teria demonstrado resistência à composição nas urnas. O dirigente não entrou no mérito das críticas de uma ala do PL que classifica o MDB como um partido de esquerda.

“Arrepender eu não arrependo. Eu acho que não foi bem entendida pela população. A população votante realmente mostrou que não gostaria de ter essa aliança, mas nós fizemos ela e não tem que arrepender. Tem que agradecer à população os votos recebidos e aí nós buscarmos esse sentimento antes da eleição, mas não tem arrependimento”, afirmou.