Cuiabá, 21/10/2026

Após ataques pessoais à prefeita nas redes, vereador pode ser expulso do UB

Demazzi nega ter cometido violência política, afirma que foi alvo de ataques pessoais e diz que quer deixar o partido

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O vereador de Aripuanã, Professor Luciano Demazzi (União Brasil), é suspeito de praticar violência política de gênero após publicar, em suas redes sociais, ataques contra a prefeita do município, Seluir Peixer Reghin (União Brasil).

Nas postagens, o parlamentar teria insinuado que a prefeita traiu o marido dela, além de associar Seluir a um suposto amigo dela, que, segundo o vereador, teria sido preso por estuprar um adolescente. Os dois colegas de partido vêm protagonizando atritos políticos no município nos últimos tempos.

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Diante das declarações do parlamentar, a deputada federal Gisela Simona, presidente executiva do União Brasil Mulher, publicou um vídeo em suas redes sociais, dizendo que apresentou um pedido de expulsão do vereador do partido.

Na publicação, Gisela classificou o caso como “violência política de gênero”, afirmando que Demazzi praticou graves ataques “machistas” e “misóginos”, contra Seluir, que tiveram como objetivo atingir a honra da prefeita e diminuí-la “na condição de mulher”.

Em nota, a deputada federal e Procuradora da Mulher Coronel Fernanda (PL) repudiou os ataques dirigidos à prefeita e informou que adotará todas as medidas cabíveis.

“É inaceitável que o debate político ultrapasse os limites da fiscalização legítima e descambe para ataques pessoais, ofensas à honra (...) A divergência política faz parte da democracia. No entanto, ataques misóginos, caluniosos e difamatórios não podem ser normalizados nem tolerados”, diz trecho da nota.

Outro lado

Após a repercussão, o vereador também publicou um vídeo nas redes sociais rebatendo o posicionamento de Gisela Simona. O parlamentar afirmou que a prefeita teria atacado sua vida pessoal em um processo judicial, envolvendo “sua vida pessoal, casamento e relacionamentos”.

O vereador questionou Gisela se, por exercer a fiscalização da prefeitura, cobrando quanto ao dinheiro público e melhorias na infraestrutura do município, poderia ser alvo de ataques e ameaças. Ele afirmou ainda que pretende divulgar mensagens que, segundo ele, teriam sido enviadas por uma pessoa e depois apagadas.

Demazzi afirmou ainda que pretende levar o caso à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, ao Ministério da Justiça e ao Ministério dos Direitos Humanos, em Brasília. Também declarou que irá acionar a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados e que deseja deixar o partido.

“Do partido eu quero sair, eu não quero ficar no União Brasil, eu não quero ficar num partido que tem uma pessoa igual a senhora [Gisela Simona], que compactua”, finalizou.