Cuiabá, 13/10/2026

Após contrariar PL, Cláudio Ferreira diz que urnas deram recado às lideranças

Além de apoiar a reeleição de Pivetta, prefeito conseguiu eleger a esposa deputada estadual com mais de 50 mil votos

O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), afirmou que o resultado das eleições do último dia 4 de outubro mandou um recado às lideranças políticas: o de que o eleitor é o verdadeiro protagonista do processo democrático. Durante a campanha, ele contrariou a orientação do próprio partido e apoiou o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), enquanto o PL tinha o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo de Mato Grosso.

Sem citar nomes ou siglas, Cláudio defendeu que os políticos precisam ter humildade para interpretar o resultado eleitoral e reconhecer quando perdem a conexão com a vontade popular. “O mandatário não representa a si próprio, ele é um representante de alguém. Então, quando você perde a conexão com a vontade das pessoas, você termina colhendo prejuízo eleitoral”, afirmou.

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Na avaliação do prefeito, o resultado das urnas deve servir de parâmetro para que os representantes revejam suas estratégias e a relação com os eleitores. Ele também rejeitou a ideia de que a vitória pertença individualmente a determinado político. “Não tem esse negócio de fulano de tal venceu. Eu não tenho isso comigo. Eu acredito muito nessa conexão, no que as pessoas querem”.

Além de ajudar na reeleição de Pivetta, que alcançou em Rondonópolis, reduto de Wellington, 50,86% dos votos, Cláudio obteve outra importante vitória. Sua mulher, Alessandra Ferreira (Podemos), conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa com mais de 50 mil votos, ampliando o espaço da família na política estadual.

Ao defender que as urnas deram uma resposta às lideranças, Cláudio não apontou diretamente quem teria acertado ou errado na disputa, mas deixou claro que, para ele, políticos desconectados da realidade tendem a ser derrotados. “O grande vitorioso foi o povo brasileiro. Quem realmente acredita na democracia tem que respeitar isso. Mesmo que não concorde com a maioria, nós temos que respeitar”, declarou.