Bolsonaro crê que PT lutará armado após impeachment e diz que falha de Cunha é por culpa de Dilma e Lula
Apesar de admitir que a situação do presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está complicada devido às denúncias de corrupção, Bolsonaro defende a gestão do peemedebista
Gilberto Leite/Rdnews
Deputado federal Jair Bolsonaro em Cuiabá nesta sexta-feira 13 para evento
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) acredita que o PT pode apelar para luta armada caso a presidente Dilma Rousseff seja retirada do poder por meio do processo de impeachment. “Caso seja aprovado, não acredito que saiam sem nos lançar a uma aventura semelhante à luta armada de 1966, que esse mesmo pessoal nos lançou durante o regime militar”, declarou antes de palestrar para militância progressista, na manhã desta sexta (13), na Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).
A declaração de Bolsonaro faz alusão ao fato da própria Dilma e outros militantes do PT e dos partidos aliados terem sido guerrilheiros nos chamados “anos de chumbo”. A presidente, inclusive, foi presa e torturada após participar de ações de guerrilha urbana.
Apesar de admitir que a situação do presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está complicada devido às denúncias de corrupção, Bolsonaro defende a gestão do peemedebista. Afirma que não existe “corrupto sem corruptor”, culpa Dilma e Lula pela situação embaraçosa e promete se posicionar caso o possível afastamento do cargo seja submetido ao Plenário.
“Toda essa roubalheira começou com Lula e depois foi continuada por Dilma Rousseff. Enquanto a Petrobras estava sendo assaltada, tudo que interessava era aprovado na Câmara. Agora, nada é aprovado. Será que é porque ela emagreceu e nós deputados gostamos de gordinhas? Será isso? Tá na cara que é porque foi descoberta a negociata”, sustenta Bolsonaro.
Como pontos positivos da gestão de Cunha, Bolsonaro cita a aprovação do orçamento impositivo. A medida obriga o governo federal a liberar as emendas parlamentares, que neste ano chegam ao valor individual de R$ 15 milhões, sem o tradicional “toma lá, dá cá” com o Congresso Nacional.
Gilberto Leite/Rdnews
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Outra matéria aprovada sob o comando de Cunha e comemorada por Bolsonaro é a chamada PEC da Bengala. O texto muda a idade da aposentadoria dos ministros do Supremo Tribunal Federal de 70 para 75 anos, impedindo que Dilma indique três novos integrantes do Supremo até 2018. “O Supremo poderia acabar aparelhado pelo PT e o Supremo aparelhado, espero que isso não aconteça nunca, pode obstruir o Legislativo através de Ações Diretas de Inconstitucionalidade”, explica.
Primeiro as Damas
Bolsonaro ainda afirma que concorda com o afastamento de Cunha da presidência da Câmara, mas defende que o impeachment de Dilma seja prioridade. “Primeiro as damas. Cunha fez coisas erradas e deve responder, mas o PT implantou a roubalheira para conseguir a hegemonia do projeto de poder”.
Sobre a responsabilidade de Dilma com o Petrolão, que originou a Operação Lava Jato, Bolsonaro lembrou que a petista foi presidente do Conselho Administrativo da Petrobras e ministra das Minas e Energia. “Essa senhora foi chefe da Casa Civil, é presidente da Republica e não sabe de nada? O PSDB também roubou. Desvio teve até no período militar, mas o PT superou todos os escândalos”, concluiu.