No Twiter, Boulos diz que Medeiros não perde oportunidade de passar vergonha
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Print mostra discussão entre Medeiros e previdenciável Boulos
O senador José Medeiros (Podemos) e o presidenciável Guilherme Boulos (Psol) travaram uma discussão inusitada no Twiter. A polêmica se deu porque o presidenciável ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que o senador estaria inventando e reproduzindo fake news nas redes sociais com calúnias contra o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
“O Boulos pediu a minha prisão por dizer que movimentos que invadem prédios públicos e privados são milícias. Se for preso, já tenho fato novo a apresentar”, disparou Medeiros, que é bem engajado nas redes sociais e utiliza o twiter para falar de tudo, desde futebol, política e criticas aos adversários políticos.
A resposta de Boulos não deixou por menos. “Senador, deixa de querer aparecer. Ninguém pediu sua prisão! Você está sendo processado por calúnia, por inventar e reproduzir fake news. Aliás, no dia da audiência frente a frente não falou uma palavra, só apelou para a “imunidade parlamentar”. A coragem só aparece no teclado?”, disse o presidenciável.
Depois da resposta, Boulos ainda compartilhou na sua página no Twiter o print da postagem do senador com a resposta e escreveu. “Senador que reproduz fake news e depois apela para a 'imunidade parlamentar'. Não perde oportunidade de passar vergonha!”.
Nas redes sociais a discussão encerrou, mas no STF o processo contra o senador Medeiros está em andamento. O processo teve início de 13 de maio deste ano, após o senador utilizar a tribuna para acusar o MTST como responsável pelo desabamento do edifício Wilton Paes de Andrade, em São Paulo (SP). O prédio era ocupado por desabrigados.
Na semana do acidente, Medeiros, sem citar diretamente Boulos - líder do MTST -, disse que o presidenciável ao invés de ter prestado assitência às vítimas, se "pirulitou" para Curitiba para participar do acampamento pró-Lula na sede da Polícia Federal.
O senador chegou a dizer que na ocupação do Wilton Paes era cobrado aluguel dos moradores e que esses eram impedidos de sair do edifício durante o período noturno. Medeiros afirmou que a situação se tratava de um esquema extorsivo e uma formação de milícia que serviria como "bucha de canhão" para manifestações da esquerda.