Cuiabá, 23/10/2026

Saída de Dilmar da direção do UB deixa partido fragilizado, avalia Júlio

Dilmar Dal Bosco alega motivos pessoais e falta de tempo para se dedicar ao União Brasil

O deputado estadual Júlio Campos avaliou como   prejudicial para o União Brrasil a saída de seu correligionário, o deputado Dilmar Dal Bosco, do cargo de secretário-geral do partido  em Mato Grosso. Na última sexta-feira (20), o parlamentar entregou  ofício renunciando ao cargo.

Rodinei Crescêncio/RDNews

Na avaliação de Júlio, o partido perde um grande articulador quanto aos temas debatidos pela liderança no Estado, já que Dilmar conhece lideranças políticas em todo território mato-grossense. Segundo ele, o União Brasil perde uma referência.

"[A saída] afeta muito porque o Dilmar é o homem que mais conhece lideranças dentro do partido, que mais conhece gente filiada ao antigo DEM e novos aliados do União Brasil. Ele é o que mais conhece gente", disse Júlio, ao Veja Bem MT.

Conforme apurado pelo #rdnews, Dilmar decidiu deixar o cargo por não estar conseguindo viabilizar as provisórias nos municípios, pois tudo depende do tesoureiro do partido, Aécio Rodrigues. A situação chegou ao ponto do senador Jayme Campos não conseguir ter autonomia para fazer a provisória no município de Várzea Grande, que já está pronta há mais de 60 dias e não avança.

 No ofício entregue, Dilmar alega que deixou o secretaria por não ter tempo para se dedicar na construção e fortalecimento do partido, além de problemas pessoais. De acordo com Júlio, o secretario-geral é o homem que comanda a parte administrativa na formação dos diretórios, comissões provisórias e lamento saída de Dilmar, que nas últimas semanas, havia filiado nos membros, inclusives, políticos com mandato.

"Acabou de fazer um trabalho muito grande de trazer vários prefeitos para serem filiados no nosso partido. Então, fico muito preocupado e acho que tem que ser muito bem discutida essa sucessão", salientou.

Por fim, destacou haver a necessidade de escolher o melhor sucessor, que se encaixe na função, e seja o elo pacificador entre as duas principais correntes que existem dentro do partido.  Função que era exercida por Dilmar, que por hora, segue sendo membro do partido e líder do Governo na Assembleia Legislativa.

"É com muita tristeza e muita preocupação [que recebo essa informação], porque o Dilmar foi eleito o 1º secretário da Executiva estadual do partido, em um acordo entre as duas correntes que existem dentro do partido, que é a do velho DEM e a corrente do novo União Brasil, Tivemos uma discórdia inicial e fizemos um acordo", concluiu.