Cuiabá, 23/10/2026

Agente penitenciário é executado a tiros na frente de casa e 4 são presos em Lucas

Divulgação

O agente penitenciário Elison Douglas da Silva, 37 anos, morreu na porta de sua residência, em Lucas do Rio Verde

Quatro homens foram presos e um adolescente de 15 anos apreendido pela morte do agente penitenciário Elison Douglas da Silva, 37 anos, em Lucas do Rio Verde (a 350 km ao Médio-Norte de Cuiabá), na noite deste domingo (30), no bairro Tessele Junior. O servidor público foi alvejado com vários tiros quando abria a porta da casa.

Ao menos 12 tiros de pistola .380 foram encontrados no local do crime. Testemunhas relataram que os suspeitos passaram ao longo do dia várias vezes na rua olhando a casa do agente.

Os suspeitos Carlos Alberto Cavalcante da Silva, O Coringa, 24 anos, Afonso Rafael Gaspar Tavares, o Rafinha, 29 anos, Jean Andrey dos Santos Gonçalves, vulgo Ponei, 26 anos, Alefran Prazeres Silva, 39 anos e o adolescente V.A.S., 15 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Militar, após vária denúncias anônimas.  

De acordo com o boletim de ocorrência, várias guarnições foram acionadas via Ciosp informando o homicídio na rua Zafira. No local, os militares acionaram o Corpo de Bombeiros que confirmaram a morte do agente.  Neste momento, várias denúncias chegaram relatando que dois indivíduos que teriam participado da execução estavam ao lado da barbearia Top Sam.

Quando os militares chegaram encontraram Coringa e o Ponei, que ao avistarem a PM, correram para dentro de uma casa. Eles receberam ordem de prisão, mas partiram para cima dos policias. Foi necessário o uso de força física para imobilizar os suspeitos.  As denúncias não pararam, e uma nova informação indicou que na rua Turqueza estava o adolescente.

 Segundo a denúncia, ele chegou correndo em casa. Quando os militares o localizaram, tentou fugir, e ao ser impedido, tentou agredir fisicamente o 2º tenente PM Luiz Afrânio.

Após ser controlado e algemado, o adolescente contou que participou do crime, mas que estava apenas junto com Vitinho, e destacou que não sabia qual era o motivo, “só queria participar”. Ele também não quis dizer quem estava participando do crime. Em rondas pela região, os policiais localizaram o suspeito Alexfran, tio de Vitinho .

Assustado com os policiais, ele tentou fugir, e ao ser impedido explicou ter ficado com medo. Mesmo assim contou que o sobrinho saiu de casa por volta das 19h de camisa de manga longa preta. Quando os policiais estavam prontos para ir embora, encontrou um terno roubado no dia 8 de junho. Ao ser questionado sobre a roupa, Alexfran disse que teria trazido do Maranhão e era dele. Sendo assim ele foi conduzido à delegacia, mas no local mudou a versão, e afirmou ter sido presente do sobrinho dele, e de que, mesmo sabendo ser fruto de roubo, aceitou para poder ir à igreja.

Em ação conjunta, a PM e a Polícia Civil continuaram em rondas pelo bairro até o suspeito Rafinha ser localizado em uma casa, onde foi apreendido porções de maconha. Um agente penitenciário que não teve o nome divulgado contou aos policiais que a vítima possuía uma arma, objeto esse que não foi localizado pelos policiais. O carro da vítima não foi levado e ficou no local do crime. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.