Cuiabá, 31/10/2026

Avião interceptado pela FAB é resgatado em lagoa pantaneira com 500 kg de coca

Gilberto Leite

Mais de 500 quilos de cocaína foram recolhidos de dentro da aeronave em operação conjunta entre a Polícia Militar, Polícia Federal e FAB

Avião interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) na última quarta (25), na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estava carregado com 500 quilos de cocaína e o piloto ainda não foi localizado.

Equipe do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) da Polícia Militar de Mato Grosso identificou a aeronave na Ilha Camargo.

 

O avião interceptado tinha saído da Bolívia, sem plano de voo e estava com matrícula falsa. O piloto não obedeceu aos pedidos da FAB, que estava com três aeronaves A-29 e um radar E-99.

FAB

Avião abatido é localizado em sobrevoo

Fato ocorreu no Pantanal de MT

Como o piloto não obedeceu a nenhuma das ordens, os militares deram um tiro de aviso. Depois disso e ainda sem resposta, efetuaram então um tiro de detenção, com objetivo de atingir o alvo.

Em nota, a FAB informou que é a 2ª vez que precisa tomar esta medida, mas não esclareceu se o tiro atingiu o bimotor.

Só depois disso que o piloto do avião suspeito fez o pouso forçado em um lago localizado na área do Parque Nacional do Pantanal em MT.

A aeronave foi classificada como suspeita após piloto não responder aos primeiros interrogatórios, estabelecidos no protocolo das medidas de policiamento do espaço aéreo brasileiro, da Lei 7565/1986.

Após abate, submergiu no lago e dois indivíduos deixaram a aeronave e saíram à nado do local com vida.

Na manhã de quinta (26) equipe da FAB retornou à localidade de Porto Índio e, em missão conjunta com o  Ciopaer e Policia Federal, além dos policiais militares do Gefron, que atuam na fronteira, retiraram a aeronave da água e os 15 fardos de cocaína e pasta base, que estavam dentro dela.

Tenente coronel Juliano Chiroli informa que não tem terra firme, no local onde a aeronave caiu, em um raio de 3 a 4 quilômetros. As buscas portanto ainda continuam porque não se sabe se o piloto ou dois cansaram, se afogaram ou conseguiram escapar.