Brasileiro preso em refinaria de coca é pistoleiro e já matou até criança de 2 anos
Lázaro Vieira Rodrigues, o Gordo, é apontado como o assassino de uma criança, executada em 2018
O pistoleiro Lázaro Vieira Rodrigues, de 37 anos, o Gordo, é o brasileiro preso em 28 de fevereiro, durante a Operação Guaporé, que desmantelou uma refinaria de cocaína no interior do Parque Noel Kempff, fronteira entre o Brasil e Bolívia. No ato da prisão em ação conjunta entre a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Bolívia (FELCN), Polícia Federal e Grupo Especial de Fronteira (Gefron) de Mato Grosso, ele apresentou o nome falso de Silvano Silva Lima. Após a captura, foi encaminhado para Santa Cruz de La Sierra com um colombiano e mais dois bolivianos.
Arte: Rodinei Crescêncio
Lázaro Rodrigues, 37 anos, o Gordo, é o brasileiro preso em 28 de fevereiro, na Operação Guaporé; Na foto, sendo levado para Santa Cruz de La Sierra
Gordo é apontado como o assassino de uma menina de 2 anos, executada junto com o pai dela, em 2018. Contra ele ainda existem sete mandados de prisão em aberto. Lázaro é um velho conhecido das polícias Civil de Mato Grosso e de Goiás.
Em Mato Grosso, pesa contra Lázaro acusações pelos crimes a de homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e associação criminosa armada. Ele ficou conhecido durante a operação Luger que desarticulou uma organização criminosa integrada por traficantes e pistoleiros, na região de Pontes e Lacerda (a 500 km de Cuiabá).
#rdnews apurou que Lázaro está ligado a pelo menos sete homicídios dolosos contra pessoas, assassinadas nos anos de 2016, 2017 e 2018. O criminoso e o bando usaram três armas de fogo para a execução das vítimas, sendo pistola da marca Luger em quatro cidades de Mato Grosso (Vila Bela da Santíssima Trindade, Nova Lacerda, Conquista do Oeste e de Pontes e Lacerda) e uma de Goiás (Mozarlândia).
O criminoso ainda é apontado como uma das lideranças criminosas de Goiás. Ele já teve mandado de prisão cumprido em Mozarlândia, onde sua mulher, Natália Putare Oliveira, também foi presa. Após a operação das autoridades goianas, tentou fugir da unidade prisional daquele, cerrando a grade da cela. Ele flagrado por agentes prisionais que solicitaram sua remoção para outro presídio de Goiás, onde foi mantido preso por tráfico de drogas e também pelos mandados referentes a homicídios cometidos em Mato Grosso.
Lázaro já tinha sido preso na cidade de Heitoraí, no estado de Goiás, após ser flagrado com mais de 200 quilos de droga e armas de fogo. Na mesma ocasião, outros dois comparsas e matadores - Wemerson Bruno Gonçalves (Bidú) e Weverson Gonçalves da Costa (Nenê) - foram mortos durante o confronto com as forças da Segurança Pública goaiana, ocorrido no dia 15 de março de 2018.
Reprodução
Relatório da polícia bolivianas obtido pelo Rdnews especifíca a apreensão
Na investigação da operação Luger ficou confirmado que os dois traficantes mortos integravam a organização criminosa liderada por Lázaro e estão envolvidos nos homicídios cometidos em Pontes e Lacerda, por conta do tráfico de drogas.
Outro ponto esclarecido foi que uma das vítimas de Lázaro, Francisco Barros de Lima, foi assassinada por vingança. Neste caso, ele teria cometido o homicídio em vingança a morte de seu irmão Antônio Vieira Rodrigues, ocorrido em 2018, em Pontes e Lacerda. Ao todo, integram a operação, seis inquéritos que apuram sete assassinatos, sendo seis vítimas masculinas adultas e uma menina de 2 anos que foi morta junto com o pai.
Refinaria
O laboratório de refino de cocaína comandado por colombianos, onde Lázaro foi preso, ficava a 4.600 metros da região das pistas de pouso clandestinas encontradas no Parque Noel Kempff. O acesso utilizado por traficantes para chegar à "fábrica" seria o Córrego do Espeto, onde se adentra de barco, pela região do município mato-grossense de Comodoro (a 644 km de Cuiabá). No local, foram apreendidos 166.800 kg de cocaína, dividida em quatro sacos, como mostra o documento das autoridades bolivianas obtido pelo #rdnews. Confira
O laboratório teria capacidade de refinar aproximadamente 2 toneladas por semana, totalizando quase 10 toneladas ao mês. O prejuízo imposto ao narcortáfico pela Operação Guaporé está estimado em R$ 10 milhões mensais.