Cuiabá, 21/09/2026

Coronel do Exército ficará preso no 13° Batalhão e prestará novo depoimento

O militar é suspeito de financiar a morte do advogado Roberto Zampieri, que aconteceu dia 5 de dezembro

Reprodução

O coronel da reserva do Exército Brasileiro Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, suspeito de financiar a morte do advogado Roberto Zampieri, e preso em Belo Horizonte (MG) nesta semana, deve ser transferido para Cuiabá nesta quarta-feira (17) e ficará preso no 13° Batalhão do Exército. A informação foi confirmada pela delegado responsável pelo caso, Nilson Farias, que está na capital mineira acompanhando os trâmites.

O militar foi preso na segunda-feira (15) e a Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva. Durante depoimento na delegacia de Belo Horizonte, o suspeito optou por exercer o direito de ficar em silêncio. Segundo o Nilson Farias, Etevaldo deve prestar novo depoimento em Cuiabá e, em seguida, ser conduzido ao Batalhão. A expectativa é que o inquérito seja encerrado nos próximos dias.

O militar é o quarto preso por suposto elo com a execução de Zampieri que aconteceu na noite de 5 de dezembro. A vítima estava dentro de uma picape Fiat Toro e havia acabado de sair do seu escritório quando foi atingida com diversos disparos de arma de fogo. O executor estava de tocaia aguardando a saída do advogado.

Prisões

O suposto executor, Antônio Gomes da Silva, foi preso em 20 de dezembro em Santa Luzia, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na mesma data foi detida no estado mineiro a empresária e farmacêutica Maria Angélica Caixeta Gontijo, apontada como suposta mandante do crime.

E, dois dias depois, a polícia prendeu Hedilerson Fialho Martins Barbosa, suposto intermediador do crime.

As investigações da Delegacia de Homicídios de Cuiabá apontaram que, após contratar o executor pelo valor de R$ 40 mil, o intermediário despachou uma pistola calibre 9 mm, registrada em seu nome, para Cuiabá, no dia 5 de dezembro, a mesma data em que ocorreu o crime. O encontro entre o intermediador e o executor para entrega da arma ocorreu em um hotel, onde os dois ficaram hospedados na capital mato-grossense.