Cuiabá, 25/10/2026

DHPP cumpre 18 ordens contra CV por mortes de 4 maranhenses em Cuiabá

Vítimas desapareceram há quase 2 anos e foram mortas com requinte de crueldade. Corpos nunca foram achados

Reprodução

Paulo Weverton Abreu da Costa, Geraldo Rodrigues da Silva, Clemilton Barros Paixão e Tiago Araújo foram sequestrados e mortos a mando de facção

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP), deflagrou nesta terça (24) a Operação Kalýpto, e cumpre 18 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho investigados pelo sequestro, seguido de assasssinato e ocultação de cadáver de quatro pessoas do Maranhão, que desapareceram há quase dois anos, no bairro Jardim Renascer, na Capital.

Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos e Clemilton Barros Paixão, também de 20 anos, sumiram em 2 de maio de 2021, de um conjunto de quitinetes onde moravam, no Jardim Renascer, em Cuiabá. Os quatro foram retirados do local por um grupo armado. Tiago e Geraldo eram irmãos, Clemilton cunhado deles e Paulo era amigo dos três.

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A ação tem como alvos um grupo criminoso que cumpri ordens do CV, que determinou em tribunal do crime a morte dos quatro por "acharem" que eram membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles sequestraram e mataram dois irmãos, um cunhado deles e um amigo. 

A investigação, coordenada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, da DHPP de Cuiabá, reuniu diversas informações durante inúmeras diligências realizadas na Capital e também no estado do Maranhão, que levaram à identificação dos envolvidos na execução dos quatro rapazes.

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As ordens judiciais da Operação Kalýpto são cumpridas em endereços na Capital e contam com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil. 

“Em se tratando de crimes praticados por integrantes de organização criminosa, a busca do maior e melhor suporte informativo possível é necessária para esclarecer o completo rol de autores e respectivas condutas, assim como as demais circunstâncias dos fatos, inclusive, para a localização dos corpos”, destacou o delegado Caio Fernando.

Suposto desaparecimento

As vítimas vieram do Maranhão para Mato Grosso em busca de trabalho. Eles foram levados a mão armada. No dia seguinte, familiares de duas vítimas procuraram a Polícia Civil e registraram um boletim pelo desaparecimento. Quatro dias após o desaparecimento, a Polícia Civil recebeu informações de que um morador do Jardim Renascer teria suposto envolvimento com o sumiço das vítimas.

Além de condenar os quatro em um tribunal da facção, supostamente porque essas conheciam faccionados no estado do Maranhão, os integrantes da organização criminosa responsável pelas mortes também coagiram familiares das vítimas, que foram obrigados a ir embora de Cuiabá.

A investigação da DHPP apurou que as vítimas foram cruelmente mortas - sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com disparos na nuca.

Os investigados responderão pelo homicídio triplamente qualificado – impossibilidade de defesa, motivo torpe e meio cruel - além de ocultação de cadáver, sequestro e integração de organização criminosa.