Cuiabá, 22/09/2026

DHPP espera laudos para saber se agente levou 2 ou 3 tiros e analisa imagens

Parlamentar não foi preso porque se apresentou espontaneamente e caso é investigado

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) espera a finalização de laudos para confirmar se o agente do sistema socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, foi alvejado por três tiros. O #rdnews apurou que a dúvida se dá porque tem um terceiro ferimento no braço. Logo não se sabe ainda se é um orifício de saída ou se foram três tiros. 

Outra questão que os laudos e as câmeras vão esclarecer é se de fato a vítima estava com a arma em punho no momento em que foi alvejada pelo vereador tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos), na sexta (1º), no Bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

O vereador não foi preso em flagrante por conta do inciso II (Art. 302. considera-se em flagrante delito quem: II - acaba de cometê-la;), porque esse inciso pressupõe que o sujeito esteja no local ou nas proximidades do delito.

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Portanto quem se apresenta, em regra, espontaneamente, não pode ser preso em flagrante. Contudo, a lei frisa que embora não seja possível prender em flagrante aquele que se apresenta espontaneamente  perante a autoridade policial, nada impede que esta represente pela prisão preventiva posteriormente. 

Alexandre, conhecido pelos amigos como "Japão" estava acompanhado da namorada Janaina Sá, que afirmou que a vítima estava com a arma guardada no coldre a todo momento. Paccola, por sua vez, alega legítima defesa. Ele diz que determinou ao seu assessor para que recolhesse a arma do agente do chão logo após os disparos, em razão da suposta instabilidade emocional da namorada. A revólver, segundo o vereador, estava ao lado da mão direita do agente.

As duas versões foram apresentadas são investigadas pela Polícia Civil que abriu inquérito para apurar o caso e o delegado Hércules Batista Gonçalves está à frente das investigações.