Cuiabá, 21/09/2026

DHPP prende fazendeiro suspeito de mandar matar advogado em Cuiabá

Homem se apresentou às autoridades policiais junto com seu advogado

Reprodução

O fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo foi preso pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), na manhã desta segunda (11), suspeito de ser o mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri no ano passado, no Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Junto com seu advogado, ele se apresentou às autoridades policiais. A esposa dele Elenice Ballarotti Laurindo, também investigada pelo homicídio, continua foragida e há uma negociação para que se apresente. "Hoje ele (Aníbal) é figurante no nosso inquérito policial como suspeito de ser o mandante. Porém, nós vamos fazer o interrogatório dele, vamos concluir as análises técnicas e podemos chegar a uma conclusão", pondera o delegado Nilson Farias, que preside às investigações.

Nilson revela que, após o cruzamento de dados, especialmente de telefone, de forma técnica, foi possível apontar o suposto envolvimento do fazendeiro. "Especificamente, este caso, não foi baseado somente em provas testemunhais, mas em dados técnicos, dados periciais, o que fez com que o Judiciário concedesse essa prisão temporária", disse o delegado  à imprensa na sede da DHPP.

Zampieri foi executado, no dia 5 de dezembro, enquanto deixava o escritório em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino, que efetuou ao menos 10 disparos na direção do advogado.

Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de segurança de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e que ele fugiu a pé.

Outros envolvidos

A Polícia Civil já indiciou por por homicídio qualificado três suspeitos de participação no crime: Etevaldo Luiz Caçadini, Antônio Gomes e Hedilerson Barbosa.

Para a polícia, não há dúvidas da participação do trio no crime. Caçadini é o suposto financiador, Antônio Gomes da Silva é apontado como executor; e Hedilerson Barbosa como o suposto intermediário. Todos seguem presos.