Cuiabá, 15/10/2026

Dois conselheiros afastados são alvos da Ararath; PF faz buscas em casas e no TCE

Atualizada às 08h10

 

Novelli e Teis são conselheiros afatados do Tribunal de Contas há 2 anos

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta (17) a 16ª fase da Operação Ararath. Um dos alvos é o conselheiro afastado do Tribunal de Contas, José Carlos Novelli. Outro é o conselheiro Waldir Teis. 

Agentes da PF cumprem neste momento vários mandados de busca e apreensão para elucidar o esquema de corrupção que desviou recursos públicos para financiar campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito entre 2006 e 2014.

Um dos mandados é cumprido na chácara de Novelli. Outro em um imóvel dele, no bairro Jardim das Américas, mas há informações preliminares de que está vazio. Agentes estão também na sede do TCE - onde o chefe de segurança do órgão fiscalizador, coronel Azizes, acompanha a ação dos federais.

Em fevereiro deste ano, por unanimidade, o STJ manteve o afastamento de Novelli e mais quatro conselheiros do TCE-MT - Antonio Joaquim, Sérgio Ricardo, Waldir Teis e Valter Albano.

Os cinco estão afastados há mais de dois anos, desde setembro de 2017, após delação do ex-governador Silval Barbosa que detalhou suposto pagamento de propina aos membros da Corte de Contas. A decisão à época foi do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).A 15ª fase da Ararath foi deflagrada em dezembro de 2017. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O advogado Diógenes Curado, que faz a defesa de Novelli, disse ao #rdnews, que acompanha o cuprimento da busca e apreensão e não vai se pronuncia até o final do cumprimento do mandado. A PF também disse que não se pronunciaria, porque o processo corre em sigilo. A reportagem também tentou falar com Teis, pelo celular, mas ele não atendeu.

Caso

Em fevereiro deste ano, por unanimidade, o STJ manteve o afastamento de Novelli e mais quatro conselheiros do TCE-MT - Antonio Joaquim, Sérgio Ricardo, Waldir Teis e Valter Albano. À época foi ressaltada a existência de novas provas.

Os cinco estão afastados há quase 3 anos, após delação do ex-governador Silval Barbosa que detalhou suposto pagamento de propina aos membros da Corte de Contas. A decisão à época foi do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).