Cuiabá, 10/10/2026

Em novo depoimento, adolescente confessa assassinato de assessor da AL

Menor que foi apreendido por suposto elo com o crime teria assumido autoria após ser confrontado por imagens em que aparece ao lado da vítima

Um dos adolescentes suspeitos de envolvimento no latrocínio do assessor parlamentar Sergio Barbieri, de 73 anos, teria confessado ser o executor da vítima, que teve o corpo encontrado no dia 28 de janeiro, na Transpantaneira, em Poconé (a 104 km de Cuiabá). Conforme apurou a reportagem, o menor teria apresentado versões contraditórias em seus depoimentos e, durante nova oitiva, teria assumido a autoria do crime.

A informação consta na decisão expedida pelo Juízo da Vara Única de Poconé na última sexta-feira (09), que revogou o mandado de prisão preventiva que havia sido expedido contra o empresário Ezequiel Padilha de Souza Ferreira, 29, até então tratado como suspeito de elo com a morte do assessor. Os autos tramitam em segredo de Justiça.

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Até o momento, três menores foram apreendidos e o adulto Wéverton César de Brito, 19 anos, está preso por suposto envolvimento com o crime. Um dos adolescentes, que antes havia apontado Ezequiel como suposto executor, teria assumido a autoria do crime após ser questionado, em nova oitiva, a respeito de imagens de um almoço em que aparece ao lado da vítima.

O caso

O homicídio de Sérgio Barbieri veio à tona de  dia 28 de janeiro, após um familiar acionar a polícia relatando que assessor havia ido a Poconé acompanhado de um homem e que deveria retornar no mesmo dia, o que não ocorreu.

Durante buscas no Centro de Poconé, os militares avistaram o veículo e questionaram populares se haviam avistado o dono do automóvel. Os militares então deram início às rondas e localizaram os suspeitos. Na revista pessoal, foram localizados a carteira, relógio e celular da vítima.

Em conversas, eles confirmaram a participação no crime, afirmando que tinham apenas a missão de atrair a vítima e dar sumiço no veículo. Segundo um dos rapazes, os autores dos disparos teriam sido os suspeitos de 17 e 29 anos. Um dos menores relatou que receberam cerca de R$ 2 mil para atrair o servidor e incinerar o veículo levado na ação. Ele apontou a casa dos supostos comparsas e levou os militares até o local onde o corpo havia sido desovado.