Cuiabá, 25/10/2026

Estado busca qual ação será tomada para desocupação de acampamento em MT

Para continuar no local, os manifestantes relataram que vivem de doações que são usadas para custear aaluguéis das tendas, som, banheiro químico e a alimentação

O Estado está "verificando" qual ação será tomada, após a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes,  para desocupação imediata de todos os acampamentos de manifestantes de atos antidemocráticos aos arredores do quartéis do Brasil. A ordem foi dada ontem (08) após a invasão nos prédios dos Três Poderes em Brasília. O Governo de Mato Grosso  tem 24 horas para o cumprimento da decisão.

Rodinei Crescêncio

No Estado, o acampamento está instalado  na frente da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército , na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá.

Rosinei Coutinho

 

Alexandre de Moraes  autorizou o uso de todas as forças de segurança e a prisão em flagrante dos envolvidos em caso de resistência. A reportagem do #rdnews entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) que informou que estão "verificando" o que será feito e posteriormente será divulgado. Até o momento, o grupo que é dividido em três turnos continuam acampados no local. 

De acordo com a decisão de Alexandre de Moraes, a desocupação deverá ser realizada pelas Polícias Militares dos Estados e DF, com apoio da Força Nacional e Polícia Federal se necessário. O Ministro da Defesa deverá ser intimado para determinar todo o apoio necessário às Forças de Segurança.

Na semana passada o #rdnews esteve no local  e os manifestantes informaram que somente sairão do local quando o Exército tirar. 

Para continuar no local, os manifestantes relataram que vivem de doações que são usadas para custear aaluguéis das tendas, som, banheiro químico e a alimentação. Ainda segundo eles, o custo mensal gira em torno de R$ 50 mil.